Arquivo Público da Bahia sedia oficina do Programa Memória do Mundo da UNESCO

A memória do mundo é a memória coletiva e documentada dos povos do mundo. De acordo com a UNESCO, é o legado do passado para a comunidade mundial presente e futura. Visando ampliar a difusão do Memory of the Word (MoW), a UNESCO promoverá Oficinas Regionais do Programa Memória do Mundo durante o prazo de submissão de candidaturas deste ano. 

Na Bahia, o Arquivo Público do Estado da Bahia será o anfitrião da 8ª Oficina do MoW Brasil – Região Nordeste. O evento acontecerá em 1º de junho, às 14h, no auditório da instituição. O diretor-geral da Fundação Pedro Calmon/SecultBA, Zulu Araújo, participará da mesa de abertura. No dia também haverá visita guiada aos conjuntos documentais do APEB e palestras com a diretora, Teresa Matos, e com professor Evergton Sales (UFBA), sobre orientações sobre o Edital 2017.

As Oficinas são ministradas por membros do Comitê MoW Brasil que têm conhecimento dos processos de montagem dos editais e revisões de candidaturas. Além disso, têm objetivo de diversificar o perfil das instituições que se candidatam e aperfeiçoar as propostas apresentadas de forma que estados e regiões que ainda não participaram, possam apresentar candidaturas qualificadas no Registro Nacional.

A oficina é voltada para instituições de gestão de patrimônio documental como arquivos, centros de documentação e memória, museus, universidades, secretarias e cultura e fundações. São 40 vagas gratuitas que podem ser garantidas através do e-mail memoriadomundo@arquivonacional.gov.br. Haverá certificado eletrônico para os participantes. 

Edição MoW 2017 – As candidaturas ao Registro Nacional do Brasil do Programa Memória do Mundo UNESCO 2017 ficarão abertas até 31 de julho. Serão selecionados documentos ou conjuntos documentais de natureza arquivística e bibliográfica – inclusive documentos audiovisuais –, custodiados em território nacional e de relevância para a memória da sociedade brasileira. O formulário de inscrição está disponível no sítio mow.arquivonacional.gov.br. 

Memória do Mundo no APEB – Vale salientar que o Arquivo Público do Estado da Bahia custodia quatro conjuntos documentais registrados no MoW-Brasil: Tribunal da Relação do Estado do Brasil e da Bahia (1652-1822); Registros de Entrada de Passageiros no Porto de Salvador (1855-1964); Cartas Régias (1648-1821) e Companhia Empório Industrial do Norte (1891-1973), respectivamente em 2008, 2010, 2013 e 2016. 

A diretora do APEB, Teresa Matos, destaca que são “títulos que confirmam o valor excepcional e o interesse nacional de acervos documentais que devem ser protegidos para benefício da humanidade”. A Bahia ainda custodia conjuntos do MoW no Arquivo Histórico Municipal de Salvador/ Fundação Gregório de Mattos, no Mosteiro de São Bento da Bahia e na Santa Casa de Misericórdia da Bahia.

Fonte: Fundação Pedro Calmon

Olodum terá Centro Digital de Documentação e Memória

Um acervo composto por 234 mil peças do Centro de Documentação e de Memória do Olodum será catalogado e digitalizado, ganhando ampla divulgação em diversos setores da sociedade. Um termo de compromisso foi firmado nesta terça-feira (25), no Pelourinho, assinado pelo presidente da instituição, João Jorge Rodrigues, e pela titular da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), Fabya Reis, o que viabilizará o investimento de R$ 225 mil na ação. Os recursos são resultantes de convênio federal, a partir de emenda parlamentar da senadora Lídice da Mata.

A titular da Sepromi destacou que a iniciativa envolve “educação e preservação da memória” de uma instituição que é referência na defesa dos direitos do povo negro. “Teremos um importante resgate de toda a história do Olodum, desde o seu processo de formação até o registro do trabalho social que tem desenvolvido. Reforçamos, assim, a importância desta organização e seu papel fundamental no processo educacional da nossa juventude. A gente parabeniza a caminhada do Olodum, que é um grande patrimônio da Bahia”, pontuou Fabya Reis.

A secretária ressaltou, ainda, que a iniciativa faz parte da agenda de ações da Década Internacional Afrodescendente na Bahia (2015-2024), lançada pela ONU e abraçada pelo Governo do Estado, sendo uma oportunidade de reconhecimento ao trabalho histórico da entidade no combate ao racismo, visibilidade da cultura afro-brasileira e apoio à comunidade negra.

Para o João Jorge Rodrigues, presidente do Olodum, o ato marca significativamente o aniversário de 38 anos da organização, celebrado nesta terça-feira. “Estamos devolvendo à nossa cidade um pouco do que acumulamos ao longo de décadas, em forma de documentos, mas também de maneira ampla, divulgando nossas fantasias, músicas, cartazes e fatos históricos. Recebemos aqui Nelson Mandela, Paul Simon, Michael Jackson, por exemplo. Isso foi fundamental para abrir a Bahia ao mundo”, afirmou João Jorge.

Entre os itens do acervo estão adereços, abadás, livros, documentos, fitas cassete, vinis e diversos vídeos que registram a trajetória do bloco afro. O conjunto ainda será formado por discos de ouro, troféus, medalhas e outras homenagens acumuladas no trabalho de valorização e projeção da música negra por diversos países, bem como o trabalho social e de combate ao racismo. As etapas incluem triagem do acervo, digitalização e criação de um portal.

Formação e inclusão da juventude negra – Uma das principais marcas da entidade na área social é Escola Olodum, fundada em 1984, constituindo-se numa referência nacional e internacional pela inovação no trabalho com arte, educação e pluralidade cultural, envolvendo a juventude negra de diversos bairros da capital. Este ano, através de parceria com o Governo do Estado, estão sendo beneficiados diversos alunos de 15 e 19 anos, que durante dez meses participarão de cursos profissionalizantes de percussão samba-reggae, dança afro e canto. O investimento é de R$ 1 milhão, recurso oriundo do Estatuto da Igualdade Racial e de Combate à Intolerância Religiosa, por meio de uma articulação entre Casa Civil e secretarias de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi) e de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS). A ação é vista como ferramenta estratégica para fornecer noções sobre cultura, cidadania, autoestima e defesa de direitos da juventude negra de áreas de alto índice de vulnerabilidade na capital.

Fonte: SEPROMI

IFBA promove exposição para contar seus 106 anos

Expo IFBA

Uma viagem no tempo, através de fotografias que apresentam a arquitetura dos prédios antigos e o cotidiano de estudantes e servidores no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (IFBA), ao longo de seus 106 anos. É o que promete a exposição “A Fotografia como suporte à Memória”.

A exposição que ficará aberta à comunidade, gratuitamente, entre os dias 22 e 31 de março, é resultado do projeto de extensão de mesmo nome, desenvolvido em 2015 pela Coordenação de Memória Institucional, no qual foi feito um levantamento e foram coletadas fotografias do acervo do IFBA. “É a oportunidade de conhecer e apreciar, através da fotografia, a história da educação profissional e tecnológica na Bahia, constituindo-se, sem dúvida, uma ferramenta para evitar o esquecimento e garantir a memória”, ressaltou a organizadora do evento e coordenadora de memória institucional, Tassila Ramos.

Ainda de acordo com Tassila, a mostra percorrerá outros campi do Instituto que tenham interesse em recebê-la, como o campus Salvador, que será o próximo. “A fotografia também conta histórias, revela ambientes, fala sobre pessoas, ou seja, é um suporte para a memória, necessitando ser preservada e disponibilizada com os novos recursos tecnológicos existentes, no caso a digitalização”, finalizou Tassila.

A iniciativa tem o apoio das pró-reitorias de Extensão (Proex), de Desenvolvimento Institucional e Infraestrutura (Prodin); das diretorias de Gestão da Comunicação Institucional (Dgcom) e de Gestão da Tecnologia da Informação; além do curso superior de tecnologia em eventos.

Serviço:
Exposição fotográfica da história do IFBA “A fotografia como suporte à memória”.

De 22 a 31 de março de 2016, das 07 às 19 horas.

Audiência Pública “Salvador-Bahia: Território de História e Memória?”

Audiência PúblicaO mandato do vereador Hilton Coelho (PSOL) e a Associação dos Arquivistas da Bahia (AABA) promovem Audiência Pública “Salvador-Bahia: Território de História e Memória? ” para discutir a questão dos arquivos públicos e sua importância para a sociedade. O evento que acontece no dia 17, quinta-feira, às 19h, no Centro discute a questão dos arquivos públicos no dia 17 de dezembro, às 19h, no Centro de Cultura da Câmara Municipal de Salvador, Praça Thomé de Souza (Praça Municipal), s/n, Centro Histórico.

A cidade de Salvador, primeira Capital do Brasil, traz em si a História do nosso país e, para conservar essa memória, existem os arquivos públicos, que foram criados para reunir todos os documentos que remontam aos momentos históricos de diferentes épocas e trazem à nossa realidade um pouco do que a nossa sociedade já vivenciou.

Essas instituições, contudo, não estão sendo valorizadas e, por isso, queremos discutir se Salvador é um território de história e de memória!

O acesso à informação é assegurado pela Constituição do Brasil como um direito fundamental de cada pessoa. Determina que o poder público tem o dever de fazer a gestão de seus documentos, além de realizar a promoção e proteção ao patrimônio documental.

Como assegurar o cumprimento do direto de acesso à informação pública, sem assegurar as condições para que o cidadão possa acessá-la? Para garantir a localização e recuperação das informações é indispensável realizar a gestão de documentos nos municípios, realizada no Arquivo Público Municipal sediado na Baixa de Quintas. Há anos ele passa por problemas na estrutura física. A instalação elétrica já chegou a ficar desligada por prevenção contra incêndios.

As comunidades precisam se referenciar nos arquivos municipais para poder construir um discurso sobre si mesmas. Venha e traga sua opinião, críticas, sugestões sobre o tema.

Comemoraremos também as/os arquivistas. O Dia da/o Arquivista foi 20 de outubro. Sabemos a importância da profissão e seu papel social. O trabalho de um/a arquivista nunca termina. É um trabalho para a posteridade no duplo sentido de ser feito para e pela posteridade. O arquivo é um centro de informações para a sociedade.

Contamos com a presença de todas e todos na audiência pública dia 17 de dezembro, 19h, no Centro de Cultura da Câmara Municipal de Salvador, Praça Thomé de Souza (Praça Municipal), s/n, Centro Histórico.

Brasil e Portugal: Interfaces entre história, memória e patrimônio

Seminário Brasil e Portugal: interfaces entre história, patrimônio e memória

Encontro, de 28 a 30 de julho, na sede do Instituto Histórico, vai contar com um dos maiores especialistas sobre órgão de tubos do mundo!

O português Antonio Simões, um dos mais conceituados organistas e organeiros (intérprete e restaurador de órgãos tubulares musicais), estará em Salvador entre os dias 28 a 30 de julho, durante o seminário internacional “Brasil e Portugal: interfaces entre história, patrimônio e memória”. A iniciativa é do projeto “Memória Musical da Bahia” e tem o apoio do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, Gabinete Português de Leitura e Mosteiro de São Bento.

Um dos objetivos do encontro é assegurar a continuidade de um legado patrimonial que se formou durante os séculos de colonização portuguesa (XVI ao XIX), com o desafio de preservar a tradição organística na pós-modernidade. Além disso, pretende-se estabelecer um diálogo contínuo entre Brasil e Portugal, sobretudo, no âmbito acadêmico, institucional e profissional.

Saiba mais: Os órgãos de tubos são instrumentos musicais mais antigos da história da humanidade. Diversas iniciativas de valorização desse segmento foram deflagradas nas últimas décadas, sendo intensificadas mais recentemente, com a Campanha “Órgão Vivo: não deixe este órgão morrer!”.

Em 2014 a Campanha de Educação Patrimonial Órgão Vivo completa dez anos. Durante este período foram realizadas atividades de pesquisa, difusão e sensibilização comunitária sobre a importância do órgão de tubos ou tubular, como patrimônio musical da Bahia e do Brasil.

Sobre o conferencista:António Jesus Simões nasceu em Pousaflores, Ansião (Portugal). Estudou engenharia e música em Coimbra. Dedicou-se ao ensino de Educação musical e a música infantil. Em Barcelona, aprofundou os estudos técnicos sobre organaria, profissão que passa a exercer a partir de 1984. Foi responsável pela restauração de mais de 140 órgãos históricos, além de ter construído 5 órgãos novos. Integra a APAO (Associação Portuguesa Amigos do Órgão) e fez parte do grupo fundador do Coral Ansianense. É conferencista sobre a organaria portuguesa, valendo-se dos seus conhecimentos de  cerca de 30 anos de atividade. É autor das publicações “Dicionário do Órgão”, “Patrimônio Religioso do Concelho de Ansião”, “Manuel Augusto Dias, Joana Patrícia Dias”.

PROGRAMAÇÃO:

28/7, às 15h – Mesa de abertura- IGHB/GPL/Consulado de Portugal

15h15 – Conferência de abertura

Inventário dos órgãos portugueses: uma necessidade patrimonial

Dr. Antonio Simões (especialista em restauro e reforma de órgãos de tubos históricos em Portugal)

Interfaces da cultura portuguesa na Bahia (A Talha Neoclássica)

Prof. Luiz Freire (Ufba)

16h30 – Participações de representantes institucionais

Edvaldo Gomes Vivas (Promotor e Coordenador do NUDHEPAC)

Carlos Chenaud (Representação do MinC na Bahia)

16h30 – Apresentação musical

Raimundo Magalhães, Mestre em piano pela UFBa, Professor do CEEP

29/7 às 15h – Palestras sequenciais

Memória musical da Bahia: o órgão de tubos como patrimônio comunitário

Prof. Marcos Santana (Coord. da Camp. Órgão Vivo, vice-presidente da ABO

Educação patrimonial em Salvador: um diálogo com a tradição

Museóloga Bartolimara Souza Daltro

Restaurador e prof. José Dirson Argolo

16h30 – Depoimentos

Tec. organeiro – André de Arruda Ferrão – Projeto do Orgão do Convento da Piedade

Dr. Artur Napoleão – Projeto do Órgão da Basílica do Bonfim

30/07, às 9h – Visita guiada à Basílica da Conceição da Praia

SERVIÇO:

Seminário: 28 a 30 de julho de 2014, das 15 às 17h

Auditório do IGHB – Avenida Joana Angélica, 43 – Piedade

Informações: 71 3329-4463

Inscrição gratuita: ighbahia@gmail.com

Conferência Setorial de Arquivos

Programação_Setorial_ARQUIVOS,_MEMÓRIA_E_HISTÓRIA

V Encontro De Bases De Dados Sobre Informações Arquivísticas

A Associação dos Arquivistas Brasileiros promovem o V Encontro de Bases de Dados com o tema principal Os Diferentes olhares sobre os arquivos online: digitalização, memória e acesso.

O tema será discutido ao longo do evento considerando três temáticas:

    1. Digitalização: o dilema entre o acesso e os desafios da gestão e da preservação.
    2. Os arquivos e a memória em tempos da Web.
    3. O pacto do acesso livre à informação.

 

Para ter acesso a outras informações do Encontro, basta acessar o site V Encontro De Bases De Dados Sobre Informações Arquivísticas

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