Os livros raros do acervo da Brasiliana já estão no ar

Biblioteca da USP adota nova plataforma para facilitar acesso gratuito – até por celular e tablet – a 3 mil obras

São 3 mil livros raros da coleção do casal Guita e José Mindlin à disposição dos leitores. Podem ser acessados pelo celular ou tablet a qualquer hora e lugar, gratuitamente, por estudantes, pesquisadores e interessados de todo o mundo. E o mais importante: as obras já estão disponíveis para download.

Folhear de um dispositivo móvel as páginas amarelecidas da obra editada no século 16 de Hans Staden – viajante alemão que esteve no Brasil por duas vezes combatendo nas capitanias de Pernambuco e de São Vicente – é uma aventura que, até há pouco tempo, era inimaginável. Pois bem. Esse livro e outras 2.999 obras que José Mindlin colecionou dos 15 aos 95 anos de idade podem ser apreciados graças à nova plataforma criada pela Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin da USP.

O coordenador responsável é o bibliotecário Rodrigo Moreira Garcia, que tem como meta buscar uma interface cada vez mais atualizada, facilitando ainda mais o acesso ao acervo da BBM Digital. “A nova plataforma está sendo desenvolvida totalmente em DSpace, ou seja, software de código fonte aberto que fornece facilidades para o gerenciamento de acervos digitais”, explica Garcia. “A plataforma possui design responsivo, ou seja, o layout da página se adapta de acordo com a resolução da tela em que está sendo visualizada, garantindo o acesso em dispositivos móveis como tablets e smartphones.” O projeto conta com a colaboração da Superintendência de Tecnologia da Informação e do Centro de Tecnologia da Informação da USP de São Carlos.

Garcia orienta os leitores sobre esse novo acesso, que, semanalmente, disponibilizará novas digitalizações. “Para uma visualização mais clean, o leitor/usuário terá a opção de visualizar as obras diretamente em seu browser em uma nova aba, ou ainda realizar o download da versão em PDF. Além disso, permite uma navegação e busca mais dinâmicas. Para torná-la mais atrativa ao usuário/leitor, os Thumbnails, ou seja, miniaturas usadas para tornar mais fácil o processo de procurar e reconhecer, remetem às capas originais das obras. Não mais às encadernações de capas de couro ou a uma folha de rosto, página ou figura significativa e representativa das obras.”

As novas digitalizações disponibilizadas são realizadas, segundo Rodrigo Garcia, de acordo com diretrizes internacionais de preservação digital, como as da International Federation of Library Associations and Institutions (Ifla). “A proposta é recriar, tanto quanto possível, as características materiais da obra original.”

Para acessar o acervo da Biblioteca Digital BBM basta digitar o endereço: https://digital.bbm.usp.br/

Fonte: Jornal da USP

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Mosteiro de São Bento disponibiliza obras raras restauradas e digitalizadas

livros raros s bentoNa próxima terça-feira, 22 de abril, às 10h, o Mosteiro de São Bento apresenta o resultado do projeto de restauração e digitalização de livros raros de uma das mais importantes bibliotecas do Brasil. Ao todo, serão disponibilizadas ao público, na íntegra e de forma gratuita, 60 obras raras, dos séculos XVI ao XIX, que poderão ser acessadas pela internet, de qualquer lugar do mundo, no endereço www.saobento.org/livrosraros. As obras passaram por um delicado e rigoroso processo de desinfestação, higienização e restauro, feito por uma equipe multidisciplinar de técnicos e pesquisadores do Mosteiro e da Faculdade São Bento da Bahia, com técnicas inovadoras de manuseio e conservação de papéis antigos. O projeto durou cerca de dois anos e contou com apoio financeiro da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia/SecultBA, com investimentos de R$ 500 mil do Fundo de Cultura da Bahia.

“Um dos importantes destaques desse projeto é a diversidade do acervo. Não há somente obras de Teologia, como se pode pensar. Há livros de Medicina, História, Sociologia, entre outras disciplinas. Há textos em cinco línguas, muitos deles não identificados  em nenhuma outra biblioteca do mundo”, ressalta a coordenadora geral do projeto, Profa. Dra. Alícia Duhá Lose, filóloga e Coordenadora Geral do Centro de Pesquisa e Documentação do Livro Raro do Mosteiro de São Bento da Bahia.

Obras – Entre as obras restauradas e digitalizadas estão: a coleção “Obras Completas de Luiz de Camões”, edição crítica com as mais notáveis variantes, de 1873; o compêndio; “Cartas Selectas”, de Padre Antônio Vieira, de 1856; “Index Librorum Prohibitorum”, do Papa Bento XIV, de 1764 e “Historia dos Judeos”, de Flavio José, de 1793. Os mais antigos da lista são: “Cometario as Sentenças de Duns Scoto, do Fr. Nicolau de Orbellis”, de 1503 e “Suma Theologica Secundæ”, de São Tomas de Aquino, de 1534.

Uma das técnicas de conservação utilizadas foi a “desinfestação por atmosfera anóxia”, uma prática inovadora que ainda não havia sido realizada no Norte / Nordeste do Brasil. O método faz a erradicação de pragas sem uso de biocidas. Com a retirada total do oxigênio dos livros, os insetos são mortos por asfixia. A média de tempo utilizado no restauro de cada livro variou de um a três meses. “Há obras que pela sua complexidade, tipo de encadernação, ilustrações, entre outros aspectos, levou cerca de três meses para serem finalizadas. É um trabalho muito minucioso”, explica Alícia Duhá Lose.

“O trabalho de preservação da memória é essencial para o campo da cultura. Nesta perspectiva, o projeto de restauração e de digitalização de livros raros do Mosteiro de São Bento é precioso, pois a biblioteca do Mosteiro é uma das mais antigas e relevantes para a história do Brasil e da Bahia. O significativo aporte de recursos demonstra a importância que a SecultBA dá a este trabalho e ao cuidado com nossa memória cultural”, Albino Rubim, secretário de Cultura da Bahia.

Acervo – A Biblioteca do Mosteiro de São Bento da Bahia também fundada em 1582 é tombada pelo Patrimônio Histórico Artístico Nacional (IPHAN) desde a década de 1930. O acervo ultrapassa os 200 mil volumes, e o setor de obras raras possui aproximadamente 13 mil obras impressas do séc. XVI ao XIX, sendo um dos mais importantes acervo de livros raros do país.

Esta é a segunda etapa do projeto do Centro de Documentação e Pesquisa do Livro Raro do Mosteiro, com 40 novas obras digitalizadas. A primeira etapa, finalizada em 2010, disponibilizou 20 obras raras, entre elas destacam-se os seis volumes dos “Sermões” do Padre Antônio Vieira publicados no final do século XVII e início do século XVIII. São edições princeps, ou seja, primeiras edições revisadas pelo próprio autor, neste caso a principal referência na língua portuguesa no Brasil.

Outras obras únicas são “Seleção de Questões Disputadas sobre a Metafísica e os Ensinamentos de Aristóteles”, de 1685 e “Theatro Crítico de Freijó”, de 1876, dedicado ao “sereníssimo señor Infante de España Dom Carlos de Bourbon e Farnefio”, e a “Colleção dos Breves Pontifícios”, e Leys Regias, expedidos e publicados desde 1714.

 Lista Completa das obras raras

Fontes: Biblioteca Virtual 2 de julho e Correio*

Depósito secreto de livros antigos é encontrado em biblioteca de museu na Rússia

Nos calabouços da biblioteca do Museu Politécnico foi encontrado um verdadeiro tesouro – um depósito secreto de livros e revistas antigos. Quando, quem e, o mais importante, por que motivo alguém escondeu as publicações  ninguém sabe, mas todos os livros são de valor único e sem precedentes não apenas como antiguidade, mas também do ponto de vista do conhecimento científico que eles contêm.

A biblioteca preparava-se para mudar para um espaço temporário, uma vez que o edifício em que está localizada tem mais de cem anos e já precisa de uma restauração. Os funcionários começaram a recolher antecipadamente os principais livros, já que embalá-los leva muito tempo.”A disposição da sala não é exatamente adequada para uma biblioteca, de modo que o armazenamento de livros foi formado aleatoriamente. Quando era preciso um lugar novo, no improviso, íamos construindo prateleiras onde era possível”, conta a diretora-adjunta da biblioteca do Museu Politécnico, Svetlana Kukhtévitch.

Para gerar espaço para as caixas de livros, prateleiras vazias foram desmontadas. Então, atrás de uma delas, foi encontrada uma parede de madeira compensada, que “balançava” de forma estranha. “Nós removemos a madeira compensada e vimos que atrás dela havia livros! Claro, nós imediatamente quebramos a parede e na nossa frente apareceram montanhas de livros empilhados do chão até o teto!”, contou Svetlana.

De acordo com cálculos preliminares, no nicho de dois metros de comprimento havia cerca de 30 mil livros, que eram considerados perdidos. No esconderijo foram encontrados basicamente livros pré-revolucionários em línguas estrangeiras: francês, alemão, latim e grego. “Todos os estudiosos e qualquer pessoa minimamente instruída do século 19 sabiam diversas línguas, por isso, não havia demanda por livros em russo”, afirma Svetlana. O exemplar mais antigo é o livro “Descrição pictórica das áreas ocupadas pela Alemanha”, publicado em 1706. Mas a maioria foi publicada no final do século 19, início do século 20. Um dos livros mais recentes é “Mapa Administrativo da URSS”, da editora NKVD, de 1936.

A maior parte dos livros do “tesouro”, como o esconderijo foi chamado pelos funcionários, entrou na biblioteca do Politécnico através de um depósito público que mantinha todas as coleções privadas nacionalizadas. Ex-proprietários nobres de alguns livros podem ser localizados de acordo com antigos livreiros. Assim, em um catálogo completo de aves na língua francesa, estão registrados desenhos dos famosos comerciantes Mámontov.

Foi possível ver em vários livros a anotação “remover o sinal” e marcas de antigas livrarias arrancadas. Nos tempos soviéticos, tentavam, assim, de modo literal, apropriar-se e nacionalizar todas as coleções privadas. Milagrosamente, a marca pessoal do ministro da Educação do Povo durante o reinado de Nicolau I, o conde Semion Uvarov, permaneceu no livro com letras de ouro, em uma edição em língua francesa de “A História dos Insetos”, datada de 1734.

Dos livros em russo, merece atenção especial o tomo “As Forças Produtivas da Rússia”, sobre todas as fábricas em todos os setores. “Quando você lê um livro desses você entende que tudo prosperou no nosso país, e houve tanto progresso. Progresso que talvez não tenha acontecido em vários países ocidentais”, comenta Olga Plechkova, bibliotecária-chefe do espaço.

Datado de 1906, o livro de história do estudante do segundo ano do ginásio Serguêi Tchelnokov conservou uma vida antiga subterrânea. Dentro, folhas foram acondicionadas com as anotações a lápis do menino. Nelas, vê-se claramente que a princípio ele começara a escrever uma lição ou a fazer anotações, e quando se cansou, ele desenhou alguma coisa e ficou exercitando a escrita do nome do comandante Barclay de Tolly.

Após essa descoberta maravilhosa no porão da biblioteca, foi encontrada ainda outra parede de madeira compensada. Ela foi quebrada sem demora, e foram achados dois nichos também cheios até o teto de periódicos estrangeiros do século 19 – revistas sobre a história da ciência e da tecnologia, sobre as artes e arquitetura. “Agora nós podemos não apenas complementar a nossa coleção de periódicos, mas também substituir as revistas copiadas sem valor por aquelas encontradas no esconderijo”, conta Svetlana.

Um dos presentes proporcionados pela descoberta é ter, por exemplo, quase todos os números da revista “Engenharia” a partir de 1884. Tal descoberta não é boa somente para bibliógrafos, mas também para pesquisadores da área de tecnologia – a revista reúne praticamente todo o patrimônio dos conhecimentos de engenharia.

O mistério permanece do mesmo modo: por que esconder todos esses livros ideologicamente inofensivos e revistas sobre química, física, biologia, agricultura, matemática, história, astronomia e outras ciências?

Não ficou nenhuma evidência de que a gerência da biblioteca ou o governo soviético deu uma diretriz específica para destruir os livros. Mas talvez por medo de perder essas publicações valiosas, os funcionários do museu decidiram escondê-las. Segundo Kukhtévitch: “Nós ficávamos imaginando que em algum lugar na biblioteca poderia ter um esconderijo com livros, mas não sabíamos onde. A antiga diretora trabalhou aqui 30 anos e não encontrou nada”. Os bibliotecários têm em mente ainda um lugar onde pode haver outro esconderijo.

Fonte: Gazeta russa

Lançamento do site “Livros Raros”

Na próxima quinta-feira, dia 04, às 9h, será realizado na Biblioteca do Mosteiro de São Bento da Bahia (Avenida Sete de Setembro – Centro) o lançamento do site “Livros Raros” (www.saobento.org/livrosraros, “no ar” no dia 04.02) contendo 20 obras que fazem parte do precioso acervo da Biblioteca do Centro de Documentação e Pesquisa do Livro Raro do Mosteiro. Datadas dos séculos 16 a 19, todas foram restauradas, digitalizadas e disponibilizadas na íntegra e de forma gratuita na internet, numa iniciativa inédita no estado.

Durante o evento para convidados haverá um encontro com a imprensa que contará com a presença do governador Jaques Wagner, do Secretário de Cultura do Estado, Márcio Meirelles, e dos representantes do Mosteiro de São Bento. Na ocasião será também apresentada uma cartilha com técnicas práticas de conservação de livros.

A construção do site foi o desdobramento de um projeto elaborado pelo Mosteiro de São Bento da Bahia que englobou não só o restauro de obras, como a melhoria das condições de conservação dos 300 mil volumes da biblioteca e do Centro de Documentação e Pesquisa do Livro Raro do Mosteiro, agora corretamente acondicionados em 172 novas estantes.

A iniciativa foi uma das 120 aprovadas dentre 420 apresentadas ao Fundo de Cultura do estado da Bahia, em 2007. Os recursos, no total de R$294.984,00, viabilizaram a restauração completa e também a digitalização e implementação de programas de acesso às obras do acervo. Agora, com o novo site, todos terão acesso a um conteúdo especial e de interesse mundial.

RARIDADES

Entre as 20 raridades que foram restauradas e agora disponibilizadas para leitores de todo o mundo estão seis volumes dos “Sermões” do Padre Antônio Vieira publicados no final do século 17 e início do século 18. São edições princeps, ou seja, primeiras edições revisadas pelo próprio autor, neste caso a principal referência na língua portuguesa no Brasil.

Outras obras únicas são “Seleção de Questões Disputadas sobre a Metafísica e os Ensinamentos de Aristóteles” (1685) e “Theatro Crítico de Freijó” (1876), dedicado ao “sereníssimo señor Infante de España Dom Carlos de Bourbon e Farnefio”, e a “Colleção dos Breves Pontifícios”, e Leys Regias, expedidos e publicados desde 1714.

Para o Secretário de Cultura do Estado da Bahia, Márcio Meirelles, “toda a preservação de acervo é válida, mas ela ganha mais importância na medida em que tem uma utilidade pública.

Quando o Mosteiro se propôs a disponibilizar este acervo raro, de uma forma tão ampla, temos que apoiar. Só o restauro de obras como “Os Sermões”, de Padre Vieira, já é uma grande iniciativa”. O Secretário reforçou ainda a importância do apoio do Governo do Estado ao projeto. “O mosteiro de São Bento é um exemplo de Patrimônio Histórico pela maneira com a qual conserva seu acervo. A visão de sustentabilidade, a dinâmica interna da instituição e a percepção da abrangência de propostas como esta que agora se concretiza são a segurança da total validade de parceria por parte do Governo do Estado”.

Segundo a filóloga e professora Alicia Duhá Lose, coordenadora geral do projeto a principal meta do projeto era a restauração de um acervo de valor ímpar, mas que esta ação gerou outros bons resultados. “Além de termos em mãos preciosidades da literatura mundial de todos os tempos, e de podermos colocar, neste primeiro momento, 20 obras raras a disposição de interessados, em qualquer parte do mundo, via internet, conseguimos capacitar uma competente equipe de restauração composta por profissionais baianos”, comemorou.

O trabalho envolveu cerca de 20 pessoas, entre técnicos do laboratório do Mosteiro de São Bento, implantado há 12 anos, pesquisadores do Mosteiro, da Faculdade São Bento e da Universidade Federal da Bahia. Como não haviam profissionais especializados em restauração de livros raros no Estado foi preciso tornar o grupo apto com um treinamento de três meses, monitorado por professores da Fundação Casa de Rui Barbosa, do Rio de Janeiro.

Além de dificuldades iniciais com a mão de obra, os responsáveis pelo restauro tiveram que contornar outras limitações, como a escassez e os preços altos de parte do material necessário para a tarefa. O papel japonês utilizado para preencher os espaços danificados, por exemplo, teve que ser adquirido em São Paulo e com um orçamento alto (apenas uma folha chega a custar R$23). Para Alicia, todo o processo foi muito trabalhoso e exigiu total atenção dos envolvidos, mas o nível de importância dos livros era tão alto quanto os riscos de perdê-los com o passar do tempo. “As obras estavam em péssimas condições. Felizmente, o resultado foi o melhor possível. Hoje, temos a certeza de estar colaborando para a existência de um rico acervo de pesquisa que conta com publicações como a “Coleção de Breves Pontifícios”, uma compilação de textos sobre os jesuítas”, relatou a filóloga.

A beleza dos materiais também pode ser apreciada na íntegra através do processo de digitalização.

Ninguém, certamente, ficará impassível diante de um manuscrito ornado, repleto de iluminuras (tipo de pintura decorativa, frequentemente aplicado às letras capitulares no início dos capítulos de pergaminho medievais. O termo se aplica também ao conjunto de elementos decorativos e representações imagéticas executadas nos manuscritos, produzidos principalmente nos conventos e abadias da Idade Média) e filigranas (trabalho ornamental feito de fios muito finos e pequeninas bolas de metal, soldadas de forma a compor um desenho.

ACERVO

“Como fruto desse passado, a nossa Biblioteca de Livros Raros hoje possui cerca de 30 mil volumes, sendo o segundo maior acervo do país (o primeiro é o da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro) e os 20 livros que estão apresentados neste site fazem parte desse contexto. Um contexto histórico representado por momentos marcantes tanto para o Mosteiro como para história luso-brasileira; e de uma preocupação em preservar nosso patrimônio e compartilhar com a sociedade esse conhecimento”, comentou Dom Gregório Paixão.

A opinião daqueles que convivem diretamente com o acervo entrou nos critérios dos documentos pesquisados inicialmente – “O Dietário”, os livros “Velho”, I e II da Coleção dos Livros do Tombo e a “Regra das Monjas” – foram sugeridos pelos próprios monges, devido ao seu interesse para a história geral da Bahia e do Brasil e a relevância para a manutenção da história deste Mosteiro e da própria Ordem. Somaram – se a estes, as edições princeps dos “Sermões” de Antônio Vieira, a “História Geral da Capitania da Bahia”, de José Natônio Caldas, 1759, e a “Collecção de Breves Pontifícios”, de 1756.

A preocupação em aumentar e, principalmente, preservar o acervo bibliográfico da Arquiabadia sempre foi algo de grande importância para os monges. Prova disto é a declaração de Dom Abade Majolo de Caigny, em meados de 1913: “aumentei nossa biblioteca, depois de tê-la melhorado, comprado todos os anos bom número de livros modernos; limpei e conservei os vetustos e quase carcomidos”.

Mais de 90 anos depois, ainda com o empenho de salvaguardar esse precioso patrimônio bibliográfico, já com a presença de Dom Arquiabade Emanuel D”Able do Amaral, foi inaugurada uma nova área para guarda dos livros e um moderno Laboratório de Conservação e Restauração de Papel, iniciativa que contribui para ampliar o valor para a sociedade da Biblioteca do Mosteiro de São Bento, espaço de pesquisa e leitura tombado pelo Iphan, criada em 1582, quando os beneditinos chegaram a Salvador e fundaram o primeiro mosteiro da ordem no Novo Mundo.

Obras disponibilizadas na Internet através do link www.saobento.org/livrosraros

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SARMENTO, Francisco de Jesus Maria. Flos Sanctorum ou santuario doutrinal* Lisboa: na Officina de Antonio Rodrigues Galhardo, 1727. 891p. v. 2

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VIEIRA, António. Sermoens [*] Segunda Parte, dedicada no Panegyrico da Rainha Santa ao serenissimo nome da Princeza N. S. D. Isabel. Em Lisboa: Na Officina de Miguel Deslandes, 1682

LACROIX, Paul. Vie militaire et religieuse au moyen age et a lӎpoque de la renaissance. Paris: Librairie de Firmin-Didot, 1876. v, 577, 1p

FLAVIACENSIS, Radulphi. Mysticum illum Moyse Leviticum libri XX* Colonie: [E. Cervicomus] Petri Quentell, 1536. [22], 314p. AGUIRRE, Iosepho Saenz de. In Metaphysicam et prædicamenta Aristotelis: disputationes selectæ* Salamanticæ: apud Lucam Perez, 1675. 222p.

MENEZES, Fernandes de. Historia de Tangere: que comprehende as noticias desde a sua primeira conquista até a sua ruina. Lisboa Occidental: na Officina Ferreiriana, 1732. [20], 304p. GRÉGOIRE, L. Géographie générale physique et économique. Paris: Garnier Frères, 1888. 1209p. il.

Divulgado pelo Ministério da Cultura e Tribuna da Bahia.

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