Olodum terá Centro Digital de Documentação e Memória

Um acervo composto por 234 mil peças do Centro de Documentação e de Memória do Olodum será catalogado e digitalizado, ganhando ampla divulgação em diversos setores da sociedade. Um termo de compromisso foi firmado nesta terça-feira (25), no Pelourinho, assinado pelo presidente da instituição, João Jorge Rodrigues, e pela titular da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), Fabya Reis, o que viabilizará o investimento de R$ 225 mil na ação. Os recursos são resultantes de convênio federal, a partir de emenda parlamentar da senadora Lídice da Mata.

A titular da Sepromi destacou que a iniciativa envolve “educação e preservação da memória” de uma instituição que é referência na defesa dos direitos do povo negro. “Teremos um importante resgate de toda a história do Olodum, desde o seu processo de formação até o registro do trabalho social que tem desenvolvido. Reforçamos, assim, a importância desta organização e seu papel fundamental no processo educacional da nossa juventude. A gente parabeniza a caminhada do Olodum, que é um grande patrimônio da Bahia”, pontuou Fabya Reis.

A secretária ressaltou, ainda, que a iniciativa faz parte da agenda de ações da Década Internacional Afrodescendente na Bahia (2015-2024), lançada pela ONU e abraçada pelo Governo do Estado, sendo uma oportunidade de reconhecimento ao trabalho histórico da entidade no combate ao racismo, visibilidade da cultura afro-brasileira e apoio à comunidade negra.

Para o João Jorge Rodrigues, presidente do Olodum, o ato marca significativamente o aniversário de 38 anos da organização, celebrado nesta terça-feira. “Estamos devolvendo à nossa cidade um pouco do que acumulamos ao longo de décadas, em forma de documentos, mas também de maneira ampla, divulgando nossas fantasias, músicas, cartazes e fatos históricos. Recebemos aqui Nelson Mandela, Paul Simon, Michael Jackson, por exemplo. Isso foi fundamental para abrir a Bahia ao mundo”, afirmou João Jorge.

Entre os itens do acervo estão adereços, abadás, livros, documentos, fitas cassete, vinis e diversos vídeos que registram a trajetória do bloco afro. O conjunto ainda será formado por discos de ouro, troféus, medalhas e outras homenagens acumuladas no trabalho de valorização e projeção da música negra por diversos países, bem como o trabalho social e de combate ao racismo. As etapas incluem triagem do acervo, digitalização e criação de um portal.

Formação e inclusão da juventude negra – Uma das principais marcas da entidade na área social é Escola Olodum, fundada em 1984, constituindo-se numa referência nacional e internacional pela inovação no trabalho com arte, educação e pluralidade cultural, envolvendo a juventude negra de diversos bairros da capital. Este ano, através de parceria com o Governo do Estado, estão sendo beneficiados diversos alunos de 15 e 19 anos, que durante dez meses participarão de cursos profissionalizantes de percussão samba-reggae, dança afro e canto. O investimento é de R$ 1 milhão, recurso oriundo do Estatuto da Igualdade Racial e de Combate à Intolerância Religiosa, por meio de uma articulação entre Casa Civil e secretarias de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi) e de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS). A ação é vista como ferramenta estratégica para fornecer noções sobre cultura, cidadania, autoestima e defesa de direitos da juventude negra de áreas de alto índice de vulnerabilidade na capital.

Fonte: SEPROMI
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Palestra – Digitalizando Documentos Ameaçados

palestra digitalizaçãoAs 450 mil imagens de Livros de Notas produzidos na Bahia em mais de dois séculos, 1664 a 1889 e custodiados no Arquivo Público do Estado da Bahia (APEB) – unidade vinculada à Fundação Pedro Calmon/ Secretaria de Cultura do Estado, estão sendo digitalizadas e estarão disponíveis para consulta online em dois anos. Mas, antes disso, quem quiser conhecer mais sobre estes documentos, e o processo de digitalização que está sendo coordenado pelo professor e pesquisador Urano Andrade no Arquivo, poderá assistir à palestra que o mesmo dará, dia 7 de abril, às 14h30, na unidade, localizada na Baixa de Quintas, em Salvador. A palestra Digitalizando documentos ameaçados: os livros de notas da Bahia 1664-1889 será aberta ao público, sem inscrição.

Iniciada em 16 de maio de 2015, a digitalização é fruto de projeto idealizado pelo historiador, professor universitário e escritor, João José Reis, em parceria com a Fundação e o Programa de Pós-Graduação em História (PPGH) da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (FFCH) da Universidade Federal da Bahia (UFBA), além de apoio da Biblioteca Britânica, mediante o Endangered Archives Program (Programa Arquivos Ameaçados de Extinção). A partir de maio de 2017, os documentos digitalizados serão disponibilizados online pela Biblioteca Britânica e poderão ser consultados, sem ônus, em casa ou nas universidades a partir dos computadores dos interessados.

Projeto

O projeto visa assegurar a preservação, em formato digital, de parte do extenso acervo documental custodiado pelo Arquivo Público do Estado da Bahia. “A série documental escolhida para este projeto, os Livros de Notas dos tabeliães, é fundamental para a escrita da história social e econômica da Bahia. São documentos que já vêm sendo usados há décadas pelos pesquisadores. São, com freqüência, consultados pelo público em busca de documentos sobre história familiar, cadeias sucessórias de imóveis, limites de propriedade, entre outros assuntos”, explica João José Reis. Por sua antiguidade e fragilidade, os documentos correm risco de extinção. Segundo Urano, até o momento, foram digitalizadas 120 mil imagens. “Essa primeira fase do projeto corresponde aos livros que se encontram em estado delicado de conservação, o que implica em um processo mais lento. A próxima etapa será dinamizada devido a melhores condições dos livros”, revela.

Fonte: Fundação Pedro Calmon

Mosteiro de São Bento disponibiliza obras raras restauradas e digitalizadas

livros raros s bentoNa próxima terça-feira, 22 de abril, às 10h, o Mosteiro de São Bento apresenta o resultado do projeto de restauração e digitalização de livros raros de uma das mais importantes bibliotecas do Brasil. Ao todo, serão disponibilizadas ao público, na íntegra e de forma gratuita, 60 obras raras, dos séculos XVI ao XIX, que poderão ser acessadas pela internet, de qualquer lugar do mundo, no endereço www.saobento.org/livrosraros. As obras passaram por um delicado e rigoroso processo de desinfestação, higienização e restauro, feito por uma equipe multidisciplinar de técnicos e pesquisadores do Mosteiro e da Faculdade São Bento da Bahia, com técnicas inovadoras de manuseio e conservação de papéis antigos. O projeto durou cerca de dois anos e contou com apoio financeiro da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia/SecultBA, com investimentos de R$ 500 mil do Fundo de Cultura da Bahia.

“Um dos importantes destaques desse projeto é a diversidade do acervo. Não há somente obras de Teologia, como se pode pensar. Há livros de Medicina, História, Sociologia, entre outras disciplinas. Há textos em cinco línguas, muitos deles não identificados  em nenhuma outra biblioteca do mundo”, ressalta a coordenadora geral do projeto, Profa. Dra. Alícia Duhá Lose, filóloga e Coordenadora Geral do Centro de Pesquisa e Documentação do Livro Raro do Mosteiro de São Bento da Bahia.

Obras – Entre as obras restauradas e digitalizadas estão: a coleção “Obras Completas de Luiz de Camões”, edição crítica com as mais notáveis variantes, de 1873; o compêndio; “Cartas Selectas”, de Padre Antônio Vieira, de 1856; “Index Librorum Prohibitorum”, do Papa Bento XIV, de 1764 e “Historia dos Judeos”, de Flavio José, de 1793. Os mais antigos da lista são: “Cometario as Sentenças de Duns Scoto, do Fr. Nicolau de Orbellis”, de 1503 e “Suma Theologica Secundæ”, de São Tomas de Aquino, de 1534.

Uma das técnicas de conservação utilizadas foi a “desinfestação por atmosfera anóxia”, uma prática inovadora que ainda não havia sido realizada no Norte / Nordeste do Brasil. O método faz a erradicação de pragas sem uso de biocidas. Com a retirada total do oxigênio dos livros, os insetos são mortos por asfixia. A média de tempo utilizado no restauro de cada livro variou de um a três meses. “Há obras que pela sua complexidade, tipo de encadernação, ilustrações, entre outros aspectos, levou cerca de três meses para serem finalizadas. É um trabalho muito minucioso”, explica Alícia Duhá Lose.

“O trabalho de preservação da memória é essencial para o campo da cultura. Nesta perspectiva, o projeto de restauração e de digitalização de livros raros do Mosteiro de São Bento é precioso, pois a biblioteca do Mosteiro é uma das mais antigas e relevantes para a história do Brasil e da Bahia. O significativo aporte de recursos demonstra a importância que a SecultBA dá a este trabalho e ao cuidado com nossa memória cultural”, Albino Rubim, secretário de Cultura da Bahia.

Acervo – A Biblioteca do Mosteiro de São Bento da Bahia também fundada em 1582 é tombada pelo Patrimônio Histórico Artístico Nacional (IPHAN) desde a década de 1930. O acervo ultrapassa os 200 mil volumes, e o setor de obras raras possui aproximadamente 13 mil obras impressas do séc. XVI ao XIX, sendo um dos mais importantes acervo de livros raros do país.

Esta é a segunda etapa do projeto do Centro de Documentação e Pesquisa do Livro Raro do Mosteiro, com 40 novas obras digitalizadas. A primeira etapa, finalizada em 2010, disponibilizou 20 obras raras, entre elas destacam-se os seis volumes dos “Sermões” do Padre Antônio Vieira publicados no final do século XVII e início do século XVIII. São edições princeps, ou seja, primeiras edições revisadas pelo próprio autor, neste caso a principal referência na língua portuguesa no Brasil.

Outras obras únicas são “Seleção de Questões Disputadas sobre a Metafísica e os Ensinamentos de Aristóteles”, de 1685 e “Theatro Crítico de Freijó”, de 1876, dedicado ao “sereníssimo señor Infante de España Dom Carlos de Bourbon e Farnefio”, e a “Colleção dos Breves Pontifícios”, e Leys Regias, expedidos e publicados desde 1714.

 Lista Completa das obras raras

Fontes: Biblioteca Virtual 2 de julho e Correio*

Arquivo Nacional vai digitalizar documentos da Petrobras da época da ditadura

Paulo Virgilio
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – O Arquivo Nacional vai digitalizar, ao longo dos próximos três meses, a documentação da extinta Divisão de Informações (Divin) da Petrobras, recentemente entregue pela empresa estatal à custódia do órgão federal, vinculado ao Ministério da Justiça. O acervo cobre um período de 30 anos (1962-1992), englobando, portanto, os anos da ditadura militar (1964-1985), durante os quais a Divin era encarregada de fazer investigações políticas dos empregados da Petrobras.

De acordo com edital publicado no último dia 5 no Diário Oficial da União, o acesso à documentação será liberado dentro de 30 dias. Formado por documentos avulsos, encadernados e em microfilme, o acervo tem cerca de 132 mil itens. A lista abrange pareceres e relatórios de investigação sobre empregados da Petrobras, relação de funcionários demitidos, prontuários, relatórios de comissão de sindicância e fichas de controle de investigação político-social, incluindo dados sobre vinculação partidária e situação econômica. 

O edital possibilita que, no decorrer do prazo, o titular de informações pessoais contidas no acervo da Divin apresente um requerimento dirigido ao diretor-geral do Arquivo Nacional, Jaime Antunes da Silva, solicitando a manutenção da restrição de acesso aos documentos que mencionam sua pessoa. Caso o titular das informações tenha falecido ou esteja ausente, caberá ao cônjuge, companheiro, descendentes ou ascendentes apresentar o requerimento.

Segundo a assessoria de comunicação do Arquivo Nacional, quando terminar o prazo de 30 dias e concluído o processo de digitalização, os documentos serão publicados nos portais do Arquivo Nacional – www.arquivonacional.gov.br – e do Centro de Referência das Lutas Políticas no Brasil – Memórias Reveladas – www.memoriasreveladas.gov.br . Ficarão abertos à consulta por parte de pesquisadores e outros interessados na atuação da extinta Divisão de Informações da Petrobras.

Ainda de acordo com o Arquivo Nacional, a Petrobras é a primeira empresa estatal a disponibilizar o acervo de sua antiga divisão que investigava a vida dos funcionários. Outros órgãos federais, entre ministérios e autarquias, já disponibilizaram as informações de setores desse tipo que existiram durante o regime militar.

 Edição: Fábio Massalli
Fonte: Agência Brasil

Arquivo Nacional vai digitalizar documentos da Petrobras da época da ditadura

O Arquivo Nacional vai digitalizar, ao longo dos próximos três meses, a documentação da extinta Divisão de Informações (Divin) da Petrobras, recentemente entregue pela empresa estatal à custódia do órgão federal, vinculado ao Ministério da Justiça. O acervo cobre um período de 30 anos (1962-1992), englobando, portanto, os anos da ditadura militar (1964-1985), durante os quais a Divin era encarregada de fazer investigações políticas dos empregados da Petrobras. De acordo com edital publicado no último dia 5 no Diário Oficial da União, o acesso à documentação será liberado dentro de 30 dias.

Formado por documentos avulsos, encadernados e em microfilme, o acervo tem cerca de 132 mil itens. A lista abrange pareceres e relatórios de investigação sobre empregados da Petrobras, relação de funcionários demitidos, prontuários, relatórios de comissão de sindicância e fichas de controle de investigação político-social, incluindo dados sobre vinculação partidária e situação econômica.

O edital possibilita que, no decorrer do prazo, o titular de informações pessoais contidas no acervo da Divin apresente um requerimento dirigido ao diretor-geral do Arquivo Nacional, Jaime Antunes da Silva, solicitando a manutenção da restrição de acesso aos documentos que mencionam sua pessoa. Caso o titular das informações tenha falecido ou esteja ausente, caberá ao cônjuge, companheiro, descendentes ou ascendentes apresentar o requerimento. Segundo a assessoria de comunicação do Arquivo Nacional, quando terminar o prazo de 30 dias e concluído o processo de digitalização, os documentos serão publicados nos portais do Arquivo Nacional – www.arquivonacional.gov.br – e do Centro de Referência das Lutas Políticas no Brasil – Memórias Reveladas – www.memoriasreveladas.gov.br .

Ficarão abertos à consulta por parte de pesquisadores e outros interessados na atuação da extinta Divisão de Informações da Petrobras. Ainda de acordo com o Arquivo Nacional, a Petrobras é a primeira empresa estatal a disponibilizar o acervo de sua antiga divisão que investigava a vida dos funcionários. Outros órgãos federais, entre ministérios e autarquias, já disponibilizaram as informações de setores desse tipo que existiram durante o regime militar.

Fonte: Agência Brasil

V Encontro De Bases De Dados Sobre Informações Arquivísticas

A Associação dos Arquivistas Brasileiros promovem o V Encontro de Bases de Dados com o tema principal Os Diferentes olhares sobre os arquivos online: digitalização, memória e acesso.

O tema será discutido ao longo do evento considerando três temáticas:

    1. Digitalização: o dilema entre o acesso e os desafios da gestão e da preservação.
    2. Os arquivos e a memória em tempos da Web.
    3. O pacto do acesso livre à informação.

 

Para ter acesso a outras informações do Encontro, basta acessar o site V Encontro De Bases De Dados Sobre Informações Arquivísticas

Obras de Portinari ganham acervo digital

Todas as cerca de 5.100 obras do pintor brasileiro Candido Portinari estão disponíveis na internet, através do portal do Projeto Portinari, que entrou no ar à meia-noite de hoje no endereço www.portinari.org.br. Segundo João Candido Portinari, filho do artista e diretor da Associação Cultural Candido Portinari, a digitalização foi a saída para a difusão do legado do pai; o alto valor atual das peças originais fez João abandonar a ideia de construir um museu dedicado ao pai.
João defende a atualidade e a necessidade de difusão da mensagem de seu pai. “É uma mensagem humanística, de solidariedade e espírito comunitário. Divulgá-la é passar cidadania. Não há cidadania sem memória e não há memória sem arte.”
Além das obras, o portal conta com outros 25 mil itens, incluindo cartas, fotografias, periódicos e depoimentos sobre Portinari e contemporâneos seus -entre eles, Carlos Drummond de Andrade, Oscar Niemeyer, Lúcio Costa e Luís Carlos Prestes.
Segundo Maria Duarte, coordenadora geral do projeto do site, o redesenho do banco de dados e o desenvolvimento do portal consumiram cerca de R$ 400 mil. Entre R$ 500 mil e R$ 600 mil anuais com pesquisadores e gestores do projeto, patrocinado pelo Ministério da Cultura e pela Queiroz Galvão Exploração e Produção.
Fonte: Bahia Notícias
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