Fundação lança edital para capacitação de profissionais de Bibliotecas Públicas, Comunitárias e Espaços de Leitura

CURSOA Fundação Pedro Calmon/Secretaria de Cultura do Estado da Bahia lança nesta segunda-feira (25) edital para Curso de Capacitação para Auxiliares de Bibliotecas Públicas, Comunitárias e Espaços de Leitura. A iniciativa é da Diretoria de Bibliotecas Públicas da Fundação com o objetivo de capacitar funcionários que atuam em bibliotecas públicas estaduais e municipais, comunitárias e espaços de leitura. As inscrições são gratuitas e estão abertas até dia 6 de maio.

O curso terá 90 vagas e será realizado na Biblioteca Pública do Estado da Bahia (Barris), com conteúdos teóricos e práticos voltados para os profissionais que atuam em ambientes de promoção e disseminação do livro e da leitura. A carga horária é de 40h.

Para que seja efetivada a inscrição, o proponente deverá encaminhar a Ficha de Inscrição, preenchida em todos os campos de informação para o seguinte endereço eletrônico: gesb.fpc@fpc.ba.gov.br ou, via postal com Aviso de Recebimento (AR), para o seguinte endereço: Avenida Sete de Setembro, 282, sala 612, 6º andar, Centro – Salvador (BA), CEP: 40060-001.

 Acesse aqui a Ficha de Inscrição e Edital.

Fonte: Fundação Pedro Calmon

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Vaticano disponibiliza aos internautas os primeiros 256 manuscritos da Biblioteca dos Papas

biblio papasO Vaticano colocou nesta quarta-feira à disposição dos internautas os primeiros 256 manuscritos da Biblioteca dos Papas, graças a um projeto que pretende disponibilizar na internet mais de oitenta mil documentos.

Até agora, os manuscritos tinham permanecido fechados na Biblioteca do Vaticano protegidos por rígidas medidas de segurança e conservação e só podiam ser consultados por 250 especialistas, informou hoje o jornal “Il Corriere della Sera”.

O projeto pretende pôr à disposição de qualquer pessoa as páginas destes documentos, que serão digitalizados com o uso de uma tecnologia da Nasa, empregada para conservar as imagens de suas missões espaciais.

Um dos objetivos com a digitalização é evitar a deterioração dos manuscritos devido à prolongada consulta direta dos especialistas.

O projeto nasceu de um acordo entre a Biblioteca do Vaticano e a Biblioteca Bodleiana de Oxford, feito em abril de 2012, para disponibilizar seus textos na internet com consulta gratuita.

Os documentos incluem obras de Homero, Platão, Sófocles, Hipócrates, manuscritos judaicos e alguns dos primeiros livros italianos impressos durante o Renascimento.

A Biblioteca do Vaticano foi criada por volta do ano 1450 pelo papa Nicolás V, nos fundos de sua própria biblioteca pessoal. Entre suas joias estão o “Codex Vaticanus”, um dos mais antigos manuscritos da Bíblia grega que se tem notícia.

Fonte: AWBB

Leia a entrevista com o Prefeito da Biblioteca Apostólica Vaticana no site News.VA. Nela, Dom Cesari Pasini explica sobre este importante projeto  histórico/cultural.

Para acessar o site da Biblioteca Apostolica Vaticana, basta clicar aqui

Depósito secreto de livros antigos é encontrado em biblioteca de museu na Rússia

Nos calabouços da biblioteca do Museu Politécnico foi encontrado um verdadeiro tesouro – um depósito secreto de livros e revistas antigos. Quando, quem e, o mais importante, por que motivo alguém escondeu as publicações  ninguém sabe, mas todos os livros são de valor único e sem precedentes não apenas como antiguidade, mas também do ponto de vista do conhecimento científico que eles contêm.

A biblioteca preparava-se para mudar para um espaço temporário, uma vez que o edifício em que está localizada tem mais de cem anos e já precisa de uma restauração. Os funcionários começaram a recolher antecipadamente os principais livros, já que embalá-los leva muito tempo.”A disposição da sala não é exatamente adequada para uma biblioteca, de modo que o armazenamento de livros foi formado aleatoriamente. Quando era preciso um lugar novo, no improviso, íamos construindo prateleiras onde era possível”, conta a diretora-adjunta da biblioteca do Museu Politécnico, Svetlana Kukhtévitch.

Para gerar espaço para as caixas de livros, prateleiras vazias foram desmontadas. Então, atrás de uma delas, foi encontrada uma parede de madeira compensada, que “balançava” de forma estranha. “Nós removemos a madeira compensada e vimos que atrás dela havia livros! Claro, nós imediatamente quebramos a parede e na nossa frente apareceram montanhas de livros empilhados do chão até o teto!”, contou Svetlana.

De acordo com cálculos preliminares, no nicho de dois metros de comprimento havia cerca de 30 mil livros, que eram considerados perdidos. No esconderijo foram encontrados basicamente livros pré-revolucionários em línguas estrangeiras: francês, alemão, latim e grego. “Todos os estudiosos e qualquer pessoa minimamente instruída do século 19 sabiam diversas línguas, por isso, não havia demanda por livros em russo”, afirma Svetlana. O exemplar mais antigo é o livro “Descrição pictórica das áreas ocupadas pela Alemanha”, publicado em 1706. Mas a maioria foi publicada no final do século 19, início do século 20. Um dos livros mais recentes é “Mapa Administrativo da URSS”, da editora NKVD, de 1936.

A maior parte dos livros do “tesouro”, como o esconderijo foi chamado pelos funcionários, entrou na biblioteca do Politécnico através de um depósito público que mantinha todas as coleções privadas nacionalizadas. Ex-proprietários nobres de alguns livros podem ser localizados de acordo com antigos livreiros. Assim, em um catálogo completo de aves na língua francesa, estão registrados desenhos dos famosos comerciantes Mámontov.

Foi possível ver em vários livros a anotação “remover o sinal” e marcas de antigas livrarias arrancadas. Nos tempos soviéticos, tentavam, assim, de modo literal, apropriar-se e nacionalizar todas as coleções privadas. Milagrosamente, a marca pessoal do ministro da Educação do Povo durante o reinado de Nicolau I, o conde Semion Uvarov, permaneceu no livro com letras de ouro, em uma edição em língua francesa de “A História dos Insetos”, datada de 1734.

Dos livros em russo, merece atenção especial o tomo “As Forças Produtivas da Rússia”, sobre todas as fábricas em todos os setores. “Quando você lê um livro desses você entende que tudo prosperou no nosso país, e houve tanto progresso. Progresso que talvez não tenha acontecido em vários países ocidentais”, comenta Olga Plechkova, bibliotecária-chefe do espaço.

Datado de 1906, o livro de história do estudante do segundo ano do ginásio Serguêi Tchelnokov conservou uma vida antiga subterrânea. Dentro, folhas foram acondicionadas com as anotações a lápis do menino. Nelas, vê-se claramente que a princípio ele começara a escrever uma lição ou a fazer anotações, e quando se cansou, ele desenhou alguma coisa e ficou exercitando a escrita do nome do comandante Barclay de Tolly.

Após essa descoberta maravilhosa no porão da biblioteca, foi encontrada ainda outra parede de madeira compensada. Ela foi quebrada sem demora, e foram achados dois nichos também cheios até o teto de periódicos estrangeiros do século 19 – revistas sobre a história da ciência e da tecnologia, sobre as artes e arquitetura. “Agora nós podemos não apenas complementar a nossa coleção de periódicos, mas também substituir as revistas copiadas sem valor por aquelas encontradas no esconderijo”, conta Svetlana.

Um dos presentes proporcionados pela descoberta é ter, por exemplo, quase todos os números da revista “Engenharia” a partir de 1884. Tal descoberta não é boa somente para bibliógrafos, mas também para pesquisadores da área de tecnologia – a revista reúne praticamente todo o patrimônio dos conhecimentos de engenharia.

O mistério permanece do mesmo modo: por que esconder todos esses livros ideologicamente inofensivos e revistas sobre química, física, biologia, agricultura, matemática, história, astronomia e outras ciências?

Não ficou nenhuma evidência de que a gerência da biblioteca ou o governo soviético deu uma diretriz específica para destruir os livros. Mas talvez por medo de perder essas publicações valiosas, os funcionários do museu decidiram escondê-las. Segundo Kukhtévitch: “Nós ficávamos imaginando que em algum lugar na biblioteca poderia ter um esconderijo com livros, mas não sabíamos onde. A antiga diretora trabalhou aqui 30 anos e não encontrou nada”. Os bibliotecários têm em mente ainda um lugar onde pode haver outro esconderijo.

Fonte: Gazeta russa

Seminário “A Biblioteca como Instituição do Saber”

O Goethe-Institut Salvador promoverá no próximo mês de outubro, em parceria com o Instituto de Ciência da Informação (ICI) da UFBA, Centro de Referência Integral ao Adolescente (CRIA), a Fundação Pedro Calmon, a Biblioteca Pública do Estado e entidades comunitárias, o Seminário “A Biblioteca como Instituição do Saber”, que se destina a discutir e avaliar a Lei Nr 12244, de 24 de maio de 2010, que estabelece, num prazo de dez anos, a criação de bibliotecas escolares em todo o território nacional. O Seminário está dividido em duas partes:

A primeira parte será dedicada ao importante tema das Bibliotecas Escolares, quando professores, bibliotecários e gestores públicos debaterão um modelo de Biblioteca Escolar adequado à realidade brasileira. Serão abordados temas como construção do acervo, aquisição de equipamentos, treinamento de pessoal etc. buscando fornecer subsídios para uma política pública estadual de fomento às Bibliotecas Escolares.

O evento contará com a participação do Sr. Günter Schlamp, especialista que irá proferir palestra sobre as bibliotecas escolares na Alemanha e sua experiência na cidade de Berlim. De Brasília virá a Dra. Nêmora Andrade, presiente do Conselho Fderal de Biblioteconomia, que falará sobre a experiência brasileira nesta área.

O segundo dia será dedicado ao Projeto dos Centros Culturais de Bairro (CCBs), iniciativa que visa, à semelhanca de Bogotá, instalar centros culturais nos bairros periféricos de Salvador. Será palestrante a Dra. Mary Giraldo Genrifo, Diretora da Biblored, de Bogota, considerada a mais exitosa experiência de bibliotecas de bairro periféricos em toda a América do Sul.

Solicitamos a todos os interessados que efetuem a inscrição sem demora.

Data: 24 e 25 de outubro
Horário: 9h-12h30 – 14h-17h
Local: Sala Kátia Mattoso – Biblioteca Pública do Estado – Barris
Taxa de inscricao: R$ 30,00 (R$15, estudantes)
Contato: Tel.: 33384706 – Email: bibl@salvadorbahia.goethe.org

Biblioteca firma pareceria com Google para digitalizar 250 mil livros

A Biblioteca Britânica e o Google anunciaram nesta segunda-feira (20) uma parceria para digitalizar 250 mil livros do acervo da biblioteca. Os artigos que serão digitalizados não possuem restrições relativas a direitos autorais.

Os títulos, que abrangem um total de 40 milhões de páginas, datadas de 1700 a 1870, foram selecionados pela Biblioteca Britânica e digitalizados pelo Google, que irá arcar com todos os custos do processo.

Entre os primeiros itens a ser digitalizados estão panfletos feministas a respeito da rainha Maria Antonieta, de 1791, um documento sobre o primeiro submarino movido por um motor de combustão, de 1858, e um texto que oferece um relato detalhado de um hipopótamo empalhado do príncipe de Orange, de 1775.

Uma vez digitalizados, os textos poderão ser consultados na íntegra, baixados e lidos por meio do programa Google Books. Pesquisadores e estudantes em qualquer parte do mundo poderão ter acesso aos itens digitalizados e copiá-los e compartilhá-los desde que o façam sem fins comerciais.

A parceria com o Google é o mais recente acordo firmado pela Biblioteca Britânica com entidades privadas para digitalizar a coleção da biblioteca. Recentemente, a instituição anunciou uma parceria com a editora online britânica brightsolid para digitalizar 40 milhões de páginas de sua coleção de periódicos e já havia firmado anteriormente um acordo com a Microsoft para digitalizar 65 mil livros do século 19, alguns dos quais estão disponíveis atualmente por meio de aplicativos do iPad, da Apple.

Fonte: BBC

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