UNESCO disponibiliza versão em português de livro sobre arquivos audiovisuais

A UNESCO lançou nesta semana (3) a tradução para o português do livro Arquivística audiovisual: filosofia e princípios. Publicação aborda preservação de documentos de áudio e vídeo, apresentando exemplos de instituições de diferentes partes do mundo e discutindo formas eficientes de armazenamento e divulgação desse tipo de patrimônio. Volume pode ser acessado gratuitamente.

A versão traduzida foi lançada em Belo Horizonte, durante o primeiro seminário Programa Memória do Mundo da UNESCO e o Patrimônio Documental Brasileiro. O autor do original, Ray Edmondson, participou do evento e defendeu que o cuidado com materiais audiovisuais é fundamental para ajudar as sociedades a contarem suas histórias. Para o especialista, esforços de conservação devem garantir a disponibilidade futura dos documentos.

O escritor alerta que “para preservar os acervos e torná-los acessíveis, os arquivos audiovisuais precisam conservar formatos e tecnologia obsoletos, se manter em dia com a nova tecnologia e reter as habilidades relevantes para a operação de ambas”. “O conteúdo migra para novos formatos para que o acesso seja garantido, mas os suportes mais antigos precisam ser conservados por seus valores de artefato e de informação”, acrescentou.

O coordenador de Comunicação e Informação da UNESCO no Brasil, Adauto Soares, acredita que “a tradução do livro irá fornecer aos países lusófonos um guia de boas práticas sobre preservação audiovisual que traz experiências de instituições que detém arquivos de áudio e vídeo em todo o mundo, em busca de formas eficazes de arquivar e fornecer acesso a esses documentos”.

Acesse a publicação clicando aqui.

Fonte: UNESCO

Arquivo Público do Estado da Bahia integra a 1ª Semana Nacional de Arquivos

Os arquivos públicos têm papéis imprescindíveis na sociedade, pois são os guardiões da memória e da história de um povo. Com objetivo de ampliar a visibilidade dessas instituições e sua inserção na sociedade, acontecerá a 1ª Semana Nacional de Arquivos – Arquivos abertos, cultura e patrimônio. O Arquivo Público do Estado da Bahia (APEB) integrará a programação com diversas atividades.

Programação 1ª Semana Nacional de Arquivos

5 de junho, 14h30 às 16h – APRESENTAÇÃO: Como Consultar o Atom-APEB?

6 de junho – LANÇAMENTO: Cadastro online de Arquivos Públicos Municipais da Bahia

7 de junho, 14h30 às 17h – EXPOSIÇÃO “Memória do Mundo passa por Aqui”. Curadoria: Libânia da Silva Santos e José Roberto Dias

8 de junho, 14h30 às 16h – PALESTRA: Com a Palavra O Pesquisador. Tema: “Candomblé e Polícia nos Arquivos da Jogos e Costumes, dialogando com as fontes”. Palestrante: Profº Vilson Caetano

9 de junho | APEB de portas abertas – Manhã: 10h às 12h, Tarde: 14h às 16h.

Informações: (71) 3116-2140
Local: Arquivo Público do Estado da Bahia (Ladeira de Quintas, 50, Baixa de Quintas – Salvador, Bahia)

Arquivo Público da Bahia sedia oficina do Programa Memória do Mundo da UNESCO

A memória do mundo é a memória coletiva e documentada dos povos do mundo. De acordo com a UNESCO, é o legado do passado para a comunidade mundial presente e futura. Visando ampliar a difusão do Memory of the Word (MoW), a UNESCO promoverá Oficinas Regionais do Programa Memória do Mundo durante o prazo de submissão de candidaturas deste ano. 

Na Bahia, o Arquivo Público do Estado da Bahia será o anfitrião da 8ª Oficina do MoW Brasil – Região Nordeste. O evento acontecerá em 1º de junho, às 14h, no auditório da instituição. O diretor-geral da Fundação Pedro Calmon/SecultBA, Zulu Araújo, participará da mesa de abertura. No dia também haverá visita guiada aos conjuntos documentais do APEB e palestras com a diretora, Teresa Matos, e com professor Evergton Sales (UFBA), sobre orientações sobre o Edital 2017.

As Oficinas são ministradas por membros do Comitê MoW Brasil que têm conhecimento dos processos de montagem dos editais e revisões de candidaturas. Além disso, têm objetivo de diversificar o perfil das instituições que se candidatam e aperfeiçoar as propostas apresentadas de forma que estados e regiões que ainda não participaram, possam apresentar candidaturas qualificadas no Registro Nacional.

A oficina é voltada para instituições de gestão de patrimônio documental como arquivos, centros de documentação e memória, museus, universidades, secretarias e cultura e fundações. São 40 vagas gratuitas que podem ser garantidas através do e-mail memoriadomundo@arquivonacional.gov.br. Haverá certificado eletrônico para os participantes. 

Edição MoW 2017 – As candidaturas ao Registro Nacional do Brasil do Programa Memória do Mundo UNESCO 2017 ficarão abertas até 31 de julho. Serão selecionados documentos ou conjuntos documentais de natureza arquivística e bibliográfica – inclusive documentos audiovisuais –, custodiados em território nacional e de relevância para a memória da sociedade brasileira. O formulário de inscrição está disponível no sítio mow.arquivonacional.gov.br. 

Memória do Mundo no APEB – Vale salientar que o Arquivo Público do Estado da Bahia custodia quatro conjuntos documentais registrados no MoW-Brasil: Tribunal da Relação do Estado do Brasil e da Bahia (1652-1822); Registros de Entrada de Passageiros no Porto de Salvador (1855-1964); Cartas Régias (1648-1821) e Companhia Empório Industrial do Norte (1891-1973), respectivamente em 2008, 2010, 2013 e 2016. 

A diretora do APEB, Teresa Matos, destaca que são “títulos que confirmam o valor excepcional e o interesse nacional de acervos documentais que devem ser protegidos para benefício da humanidade”. A Bahia ainda custodia conjuntos do MoW no Arquivo Histórico Municipal de Salvador/ Fundação Gregório de Mattos, no Mosteiro de São Bento da Bahia e na Santa Casa de Misericórdia da Bahia.

Fonte: Fundação Pedro Calmon

BPEB em foco: O viés dos arquivistas e bibliotecários sobre a documentação

Na próxima quarta (10), às 10h, a Biblioteca dos Barris, promoverá mais uma série BPEB em foco, com o tema: O viés dos arquivistas e bibliotecários sobre a documentação, nossas convidadas serão: Louise Anunciação Amaral e Lucidalva Pinheiro.
Inscrições através do e-mail: bpebinformacaoemfoco@gmail.com 

#BPEB

#EBAM – Arquivo Público do Estado sediará VII Encontro Baiano de Arquivos Municipais

ebamO Arquivo Público do Estado da Bahia, unidade vinculada à Fundação Pedro Calmon/ Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, sediará nos dias 10 e 11 de novembro, o VII Encontro Baiano de Arquivos Municipais (EBAM), evento destinado a gestores e profissionais da área. O encontro tem como objetivo estabelecer diálogo com os gestores públicos de municípios e servidores que atuam nos arquivos públicos municipais do estado. Conferências, mesas redondas, oficinas de gestão e conservação preventiva documental são as atividades que integrarão a programação.

Para a diretora do Arquivo Público do Estado da Bahia, Maria Teresa Matos, o Encontro visa a mobilização, integração e cooperação intergovernamental em prol de políticas públicas voltadas para o setor de Arquivo. “A programação se concentra na discussão e na reflexão sobre políticas municipais de arquivos que assegurem o cumprimento da Constituição Federal de 1988 e da Lei de Acesso (nº 12.527, de 18/11/2011), além de proporcionar a troca de experiências, estimulando o aperfeiçoamento das práticas arquivísticas com vistas a assegurar a preservação e a difusão do patrimônio documental do Estado da Bahia”, frisou.

Confira aqui todas as informações sobre o EBAM.

Arquivo Público – Com 125 anos, o Arquivo Público do Estado da Bahia (APEB), unidade da Fundação Pedro Calmon/Secretaria de Cultura do Estado (FPC/SecultBA), é a segunda mais importante instituição arquivística pública do país. Em seu extenso e rico patrimônio estão custodiados documentos produzidos e acumulados no período colonial, monárquico e republicano brasileiro, que são diariamente consultados por pesquisadores de todo Brasil e de outros países. Um acervo organizado e estruturado desde 1890, quando o então governador do Estado da Bahia, Manoel Victorino Pereira, por meio de Ato, criou o Arquivo Público.

Conferência Setorial de Arquivos

Programação_Setorial_ARQUIVOS,_MEMÓRIA_E_HISTÓRIA

CONARQ – Consulta Pública sobre Projeto de Lei que altera dispositivos da Lei nº 8.159, de 8 de janeiro de 1991

O Conselho Nacional de Arquivos – CONARQ disponibiliza em consulta pública proposta de projeto de lei que altera, revoga e acresce novos dispositivos à Lei nº 8.159, de 8 de janeiro de 1991, que dispõe sobre a política nacional de arquivos públicos e privados e dá outras providências, apresentada e debatidas em suas 71ª e 72ª Reuniões Plenárias que ocorreram nos dias 13 e 14 de agosto de 2013.

Tendo em vista a relevância da matéria, voltada para as questões inerentes à responsabilidade funcional e social do Poder Público perante a gestão, preservação e acesso aos documentos e informações públicas, disponibilizamos no endereço eletrônico: www.conarq.gov.br , o texto da proposta de projeto de lei que altera, revoga e acresce dispositivos da Lei nº 8.159, de 1991, a fim de receber sugestões para o seu aperfeiçoamento.

As sugestões poderão ser encaminhadas a Coordenação de Apoio ao CONARQ, do dia 16 de setembro a 15 de outubro de 2013, das seguintes formas, via e-mail: consultalei8159@arquivonacional.gov.br  ou via correio para o endereço: Conselho Nacional de Arquivos – CONARQ – Praça da República, nº 173, Bloco F, 3º andar, Centro, CEP: 20211-350 – Rio de Janeiro- RJ, com a indicação do assunto “Sugestões ao projeto de lei que altera dispositivos da Lei de Arquivos e dá outras providências”.

A Coordenação do CONARQ enviará e-mail de confirmação do recebimento das contribuições à Consulta pública. Em caso de não receber e-mail de confirmação, entre contato.

A equipe de Coordenação do CONARQ se coloca a inteira disposição para o esclarecimento de dúvidas, nos seguintes telefones: (21) 2179-1271, 2179-1293, 7616-9417. E-mail conarq@arquivonacional.gov.br.

Texto e formulário da consulta

Projeto de lei que altera a lei de arquivos

Versão consolidada da lei

Fonte: CONARQ

III Seminário Internacional Arquivos de Museus e Pesquisa

ArquivosdeMuseusIII Seminário Internacional Arquivos de Museus e Pesquisa
Humanidades e Interfaces Digitais

O Seminário Internacional Arquivos de Museus e Pesquisa – Humanidades e Interfaces Digitais reúne, dias 17 e 18/09, especialistas brasileiros e de diversos países (Espanha, Estados Unidos, Holanda, Itália e Reino Unido) para debater apropriação e utilização de ferramentas e recursos digitais em museus e instituições culturais similares, cada vez mais necessários no cotidiano dos órgãos que preservam, pesquisam e disponibilizam acervos.

Até recentemente, as ferramentas virtuais, embora com amplo uso no campo das ciências exatas, estavam distantes do campo das humanidades. A informatização, no entanto, já é uma realidade desde os sistemas de gestão e de recuperação de informação à reprodução e disponibilização de imagens.

É a partir dessa mudança de paradigmas, profundamente marcada pela rápida expansão de novas formas e meios de produção e extroversão do patrimônio cultural e pelos novos desafios colocados também para instituições de memória, que se estruturam as discussões e debates propostos para o Seminário. Os estudos de caso e experiências dos profissionais convidados foram estruturados sobre questões inerentes aos seguintes eixos: Estratégias de comunicação em contextos digitais; Acervos e coleções digitais: da reprodução do objeto à representação virtual; e Sistemas de informação e documentação: da estruturação do significado à estrutura da significação.

Confira a programação, e realize sua inscrição.

Inscrições

As inscrições podem ser feitas online a partir de 1 de agosto, às 14h.

Programação:

 17 de setembro. Terça

10h Credenciamento

10h30 Abertura

Prof. Danilo Santos de Miranda,  Diretor Regional do Sesc São Paulo e Profa. Ana Magalhães, Coordenadora do Grupo de Trabalho Arquivos de Museus e Pesquisa

11h às 13h

Dos direitos autorais às estratégias de comunicação no mundo digital:
Juan Freire – Membro fundador e diretor de Innovation Barrabés Next. Foi Professor da Universidade de Coruña – A Coruña/Espanha

Interligando acervos digitais em arquivos, bibliotecas e museus com tecnologias de dados abertos interligados:
Carlos Henrique Marcondes – Professor do Departamento  de Ciência da Informação da Universidade Federal Fluminense/UFF – Rio de Janeiro /Brasil

Mediação: José Hermes Martins Pereira – Especialista em Pesquisa e chefe da Seção Digitalização do Instituo de Estudos Brasileiros da Universidade de São Paulo/ USP – São Paulo/Brasil

13h às 13h45
Debate

13h45 às 15h15
Intervalo

15h15 às 17h15
Integração das bases de dados de catalogação do Victoria & Albert Museum
Heather Caven
– Coordenadora de Gestão de Acervos e Planejamento de Recursos do Victoria & Albert Museum – Londres/Reino Unido

Fontes visuais em ambientes digitais – Apontamentos sobre ferramentas de busca e descoberta

Jan Simane – Coordenador da Seção de Bibliotecas de Arte da International Federation of Library Associations and Institutions e coordenador da biblioteca do Kunsthistorisches Museum

Mediação
Isabel Ayres
– Coordenadora da biblioteca Walter Wey da Pinacoteca do Estado de São Paulo

17h15 às 18h 

Debate

18 de setembro. Quarta

10h30 às 12h30 – Estratégias de publicação online de acervos de arte contemporânea. O Caso do Acervo Videobrasil:
Ana Pato
– Dirigiu projetos da Associação Cultural Videobrasil e é doutoranda da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo – FAU/USP, São Paulo/Brasil

A arte da documentação. A Coleção de Informações do Rijksmuseum num mundo aberto (conectado):
Lizzy Jongma
– Gestora de informações do Rijksmuseum – Amsterdã/Holanda

Mediação: Ana Gonçalves Magalhães  – Coordenadora do Grupo de Trabalho Aquivos de Museus e Pesquisa, e docente, curadora e historiadora da arte do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo – MAC/USP

12h30 às 13h15 – Debate
13h15 às 14h45 – Intervalo

14h45 às 16h45 –
Entendendo e usando Linked Data nas práticas de bibliotecas, arquivos e museus (LAM)

Marcia Lei Zeng – Professora da School of Library and Information Science Kent State University – Kent/Estados Unidos. Consultora do Getty Vocabularies/Getty Research Institute

Normas de descrição arquivística: preocupações e tendências

Vitor Manoel Marques da Fonseca – Funcionário do Arquivo Nacional e professor do Departamento de Ciência da Informação da Universidade Federal Fluminense/UFF – Rio de Janeiro/ Brasil

Mediação
Gabriel Moore Forell Bevilacqua
– Coordenador do Centro de Documentação e Memória da Pinacoteca do Estado de São Paulo

16h45 às 17h30
Debate

17h30 – Lançamento dos Anais do II Seminário Internacional Arquivos de Museus e Pesquisa – Tecnologia, Informação e Acesso (2011) e do II Seminário Serviços de Informação em Museus (2012)

Outras informações no site SESC SP

2º Fórum Regional de Arquivistas das IFES da Região Norte e Nordeste

O site oficial do 2º Fórum Regional de Arquivistas das IFES da Região Norte e Nordeste já está on line.

PARA SE INSCREVER CLIQUE AQUI: 2º ARQUIFES – Norte Nordeste

cartaziiarquifesufal2013

Revista Acervo dedicada à difusão cultural em arquivos

A proposta deste número da revista Acervo, parte da constatação de que a difusão cultural não encontra ainda um sentido consensual, tendo maior ou menor alcance, ou mesmo nenhum nas diferentes instituições arquivísticas no país ou no exterior, não sendo também homogêneo o perfil dos profissionais nela envolvidos. De qualquer modo, é do interior dos arquivos, em suas áreas de pesquisa histórica, que emergem esses produtos, evidenciando o potencial dos acervos, fomentando o debate, convidando ao conhecimento diversificado de fundos e coleções por meio das curadorias, edições, artigos, práticas pedagógicas.

Buscando apontar os diferentes caminhos traçados por instituições arquivísticas nacionais e internacionais na direção de uma efetiva difusão cultural, o dossiê desse número é aberto pela entrevista de Ruth Roberts, conselheira acadêmica do National Archives do Reino Unido. Roberts comenta a diversidade e a amplitude das atividades lá desenvolvidas e como elas se relacionam com os seus diferentes públicos.

Segue-se o artigo ‘Do monopólio da escrita ao repertório ilimitado das fontes: um século de mutações da história’, de Krzysztof Pomian. Nele, o autor parte do século XIX, privilegiando o marco da École des Annales, seguindo um vetor que se distancia da hegemonia do documento escrito para uma determinada escrita da história e que amplia fontes e leituras, até a eclosão da história oral e visual, na perspectiva, ainda, dos “arquivos provocados”, a geração de fontes por parte de pesquisadores e o reconhecimento do tempo presente, da subjetividade e outros fatores.

A possibilidade de envolvimento do público em projetos de “história oral” é abordada em ‘Difusão cultural e educativa em arquivos’, da professora Rosimere Cabral que explora essa função menos reconhecida dos arquivos, vista em sua matriz social. Além de revisitar autores como Heloísa Belloto, ela recupera as experiências francesa e portuguesa em arquivos, propondo uma ação cultural que respeite a especificidade dessas instituições, atuando no ensino, estabelecendo novas fontes por indivíduos ativos e participantes desses projetos. A ação cultural é vista assim como tarefa dos arquivos, como afirmam Andresa Cristina Oliver Barbosa e Haike Roselane Kleber da Silva, para as quais “a difusão deve ser colocada entre as prioridades, uma vez que é através dela que o patrimônio documental se dá a conhecer à sociedade”. Os projetos educativos e editoriais desenvolvidos no Arquivo Público do Estado de São Paulo são apresentados por elas tendo como eixo a própria história dessas políticas, nos arquivos e fora deles, em compasso com as tendências historiográficas de maior influência.
Raphael Rajão Ribeiro e Michelle Márcia Cobra Torre, por sua vez, sinalizam a necessidade de se tratar a difusão cultural como uma categoria ampla, que engloba múltiplas ações que garantam a manutenção de canais de comunicação entre os arquivos e os seus públicos. Os autores enfatizam a numerosa presença de historiadores na equipe do Arquivo Público da Cidade de Belo Horizonte, o que contribuiu decisivamente para a aproximação entre as proposições da História como disciplina acadêmica e os projetos de ação educativa daquela instituição.

As experiências francesas no campo da difusão cultural em arquivos, matriz de muitas das atividades realizadas pelas nossas instituições congêneres, encerram o dossiê. Em seu texto, Annick Pegeon, responsável pelo Serviço Educativo dos Archives Nationales, aborda as primeiras ações nessa área, ainda nos anos 1950, com oficinas e visitas pedagógicas, até práticas mais recentes, incluindo a criação da disciplina “Arquivo”, com o objetivo de familiarizar jovens estudantes com o trabalho do historiador e a análise e crítica das fontes.

A seção Artigos Livres publica os textos Administração Joanina: o rei a governar do Rio de Janeiro, de Ana Canas Delgado Martins; O Controle de Vocabulário da Linguagem Orgânico-Funcional: concepção e princípios teórico-metodológicos, de Francisco Lopes Aguiar e Maria de Fatima Gonçalves Moreira Talámo; Além da Anedota: uma revisão da trajetória do governador Sebastião Francisco de Melo e Póvoas, de Fabiano Vilaça dos Santos; Organizando um Arquivo Histórico: o acervo do Tribunal de Justiça do Amazonas, de James Roberto Silva, Rita de Cassia Ferreira Machado, Natacha Oliveira Janes e Denize da Mota Souza.

Fechando a revista duas resenhas: em Os caminhos de um historiador, Renata William Santos Vale aponta como Guilherme Pereira das Neves em sua obra História, teoria, variações, realiza o que ela qualifica de um bravo exercício de fazer a história da História, ao pôr em prática nos seus escritos sobre o pensamento luso-brasileiro entre os séculos XVIII e XIX, as teorias da história em debate nas últimas décadas. Cabe à Teresa Palazzo Schmitt Filardo e Gilda Boruchovitch resenhar Relatos da Presidência: porta-vozes contam história e constroem memória, de André Singer, Mário Hélio Gomes, Carlos Villanova e Jorge Duarte. Conforme as autoras trata-se de uma obra que instiga a curiosidade, proporciona a reflexão sobre a política nacional e sobre a relação da imprensa com o poder, desvelando a relevância do jornalismo para a sociedade.

A publicação desse dossiê da Acervo reforça o sentido dos arquivos – afinal, mais que um lugar de memória, são um lugar da história –, iluminando o fato de que a produção de exposições, sítios eletrônicos, livros de arte, as atividades de difusão de modo geral, longe de serem ações esporádicas, constituem formas potentes de reflexão, expressando uma vertente que, cada vez menos, é estranha a instituições dessa natureza.

A versão impressa da revista será lançada no final de novembro.

%d blogueiros gostam disto: