Arquivo Sonoro da Biblioteca Nacional reúne 250 mil peças

Criada em 1952 pela bibliotecária Mercedes Reis Pequeno, a Divisão de Música e Arquivo Sonoro (Dimas) da Biblioteca Nacional reúne 250 mil peças, entre periódicos, partituras, discos, CDs, cartazes, instrumentos musicais e diversos materiais relacionados à produção musical e discográfica do País.

Acervo formado, inicialmente, pelas coleções Real Biblioteca e D. Thereza Christina Maria – com primeiras edições de Haydn, Mozart, Beethoven e outros compositores dos séculos XVIII e XIX, a divisão dedica, atualmente, especial atenção à coleção de música brasileira, constituída por obras de grandes compositores, como Carlos Gomes, Alberto Nepomuceno, Villa-Lobos, Padre José Maurício, Francisco Mignone, Lorenzo Fernandes, Ernesto Nazareth, Chiquinha Gonzaga, Sinhô, Donga, Noel Rosa, Pixinguinha e Tom Jobim.

A coleção de discos contém 30 mil peças – CDs, discos de 78 rpm e 33 rpm, fitas cassete e de rolo – com gravações nacionais e estrangeiras de compositores eruditos e populares.

As peças que os pesquisadores mais pedem para ouvir são CDs de 78 rotações, integrantes do projeto Passado Musical, que há alguns anos transferiu o conteúdo de discos para formatos digitais. Os mais antigos são dos anos 1900.

“É possível fazer reprodução de peças do acervo que estejam em domínio público, através de cópias em microfilme ou formato digital”, explica Elizete. “No caso de obras com direitos reservados, a reprodução deve ser autorizada pelo autor e/ou seus herdeiros”.

Divisão de Música e Arquivo Sonoro da Biblioteca Nacional
Palácio Capanema, 3º andar
Rua da Imprensa, 16
Centro – Rio de Janeiro
Segunda a sexta, 10h às 18h
Informações: dimas@bn.br

Fontes:  Ministério da Cultura e Fundação Biblioteca Nacional

Arquivo imortaliza cenário do punk rock da Alemanha oriental

BERLIM (Reuters Life!) – Um pioneiro do punk rock da antiga Alemanha Oriental comunista (RDA) abriu o primeiro arquivo mundial sobre a cultura jovem da RDA que sobreviveu à opressão e infiltração por parte do regime repressor daquele Estado.

Michael Boehlke, que liderou uma banda chamada Planlos (“Sem Objetivo”), disse à Reuters que a opção por ser roqueiro punk afetou cada aspecto da vida das pessoas que a fizeram.

Ser punk no Estado comunista significava o fim de qualquer perspectiva de emprego ou ensino superior. Interrogatórios policiais, prisões e pressão da polícia secreta para tornar-se informante sobre o cenário punk local caracterizavam o cotidiano dos roqueiros.

“A polícia me interrogava todos os dias”, disse Boehlke, acrescentando que passar tempo na prisão era uma possibilidade sempre presente para todos.

Depois que ele usou uma camiseta feita em casa ostentando o grito de batalha “quando a justiça vira injustiça, a resistência se torna dever”, ele foi ameaçado com três anos de prisão, até que sua namorada concordou em servir de informante. Boehlke disse que ela não revelou à polícia nada de realmente importante sobre o mundo punk.

E, embora a temida polícia secreta Stasi nunca tenha conseguido infiltrar sua banda, a Planlos, dois integrantes de outra banda punk importante da Alemanha Oriental, a Wutanfall (“Ataque de Raiva”) acabaram revelando ser informantes do governo.

Para levar essa história a um público maior, Boehlke colecionou 5.000 fotos, horas de material em vídeo 8 mm e as fitas originais de quase a íntegra da música punk alemã oriental, colocando tudo em um arquivo em Pankow, na zona nordeste de Berlim.

“Não quero que algum alemão ocidental venha me dizer como era o cenário punk na Alemanha Oriental”, disse Boehlke, que hoje tem cabelos grisalhos curtos e usa terno em lugar do couro preto e das roupas rasgadas de um punk.

“Nós fizemos parte daquele cenário, exploramos sua história e temos algo a dizer sobre ele”, falou Boehlke, explicando que a realidade alemã oriental frequentemente é representada com equívocos em várias mídias.

O punk chegou à RDA no final dos anos 1970 e início dos anos 1980, onde ganhou força em centros urbanos como Berlim e Leipzig, seguindo as tendências da Grã-Bretanha, Estados Unidos e Europa ocidental.

“Todos nós ouvíamos estações de rádio ocidentais em Berlim, e o programa de rádio semanal de John Peel na BBC exerceu um papel grande em minha descoberta da música punk”, disse Boehlke à Reuters.

Biblioteca do Congresso dos EUA disponibiliza arquivo musical na web

A biblioteca do Congresso norte-americano (Library of Congress), em parceria com a Sony, disponibilizou na internet seu catálogo de músicas, discursos, poesia e comédia gravados no país até o ano de 1925. No total são mais de 10 mil arquivos que podem ser acessados pelo site do serviço.

Segundo o jornal “The Washington Post”, o chamado “National Jukebox” é considerado  o maior acervo de gravações históricas já disponibilizado na web. A biblioteca afirma, também, que o conteúdo será atualizado nos próximos meses e anos. Um livro virtual chamado “Victrola Book of the Opera” mostra a descrição de 110 óperas da época, com ilustrações, sinopses e uma lista de gravações.

“A falta deste conteúdo cirou uma amnésia cultural. Eu acho que o ‘National Jukebox’ fará com que as pessoas redescubram os artistas e personalidades”, disse o criador da área de audiovisual da biblioteca do Congresso dos EUA, Patrick Loughney.

O arquivo de músicas pode ser acessado por meio deste link. O conteúdo está em inglês.

Fonte: G1

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