Palestra – Digitalizando Documentos Ameaçados

palestra digitalizaçãoAs 450 mil imagens de Livros de Notas produzidos na Bahia em mais de dois séculos, 1664 a 1889 e custodiados no Arquivo Público do Estado da Bahia (APEB) – unidade vinculada à Fundação Pedro Calmon/ Secretaria de Cultura do Estado, estão sendo digitalizadas e estarão disponíveis para consulta online em dois anos. Mas, antes disso, quem quiser conhecer mais sobre estes documentos, e o processo de digitalização que está sendo coordenado pelo professor e pesquisador Urano Andrade no Arquivo, poderá assistir à palestra que o mesmo dará, dia 7 de abril, às 14h30, na unidade, localizada na Baixa de Quintas, em Salvador. A palestra Digitalizando documentos ameaçados: os livros de notas da Bahia 1664-1889 será aberta ao público, sem inscrição.

Iniciada em 16 de maio de 2015, a digitalização é fruto de projeto idealizado pelo historiador, professor universitário e escritor, João José Reis, em parceria com a Fundação e o Programa de Pós-Graduação em História (PPGH) da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (FFCH) da Universidade Federal da Bahia (UFBA), além de apoio da Biblioteca Britânica, mediante o Endangered Archives Program (Programa Arquivos Ameaçados de Extinção). A partir de maio de 2017, os documentos digitalizados serão disponibilizados online pela Biblioteca Britânica e poderão ser consultados, sem ônus, em casa ou nas universidades a partir dos computadores dos interessados.

Projeto

O projeto visa assegurar a preservação, em formato digital, de parte do extenso acervo documental custodiado pelo Arquivo Público do Estado da Bahia. “A série documental escolhida para este projeto, os Livros de Notas dos tabeliães, é fundamental para a escrita da história social e econômica da Bahia. São documentos que já vêm sendo usados há décadas pelos pesquisadores. São, com freqüência, consultados pelo público em busca de documentos sobre história familiar, cadeias sucessórias de imóveis, limites de propriedade, entre outros assuntos”, explica João José Reis. Por sua antiguidade e fragilidade, os documentos correm risco de extinção. Segundo Urano, até o momento, foram digitalizadas 120 mil imagens. “Essa primeira fase do projeto corresponde aos livros que se encontram em estado delicado de conservação, o que implica em um processo mais lento. A próxima etapa será dinamizada devido a melhores condições dos livros”, revela.

Fonte: Fundação Pedro Calmon

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