Fotógrafo brasileiro lança livro sobre a crise mundial dos rinocerontes

a jornada do RinoceronteO fotógrafo documental brasileiro Érico Hiller lança no dia 3 de março, na Livraria Cultura do Shopping Iguatemi, em São Paulo, o livro A Jornada do Rinoceronte, que retrata a atual situação dos rinocerontes, espécie ameaçada de extinção por conta da caça e do comércio ilegal de seus chifres. Segundo dados da ONG Save The Rhino, os rinocerontes podem ser extintos da natureza até 2026. 

Durante quase uma década, Érico se dedicou a pesquisar e entender mais sobre os rinocerontes e a situação atual da espécie. Neste período, o profissional viajou por dois anos para países como Índia, Vietnã, Zimbábue, Moçambique, África do Sul e Quênia para registrar o drama da caça furtiva deste animal que, segundo ele, “representa a forma como tratamos a vida na Terra”. Trata-se de uma grande narrativa em imagens sobre a insensatez humana. “Eis um ponto interessante, não é um livro sobre as belezas do rinoceronte, mas sobre o que as pessoas estão dispostas a fazer para matar o animal e depois vender partes de seu corpo no mercado negro. Isso pode fazer com que o rinoceronte chegue a uma rápida extinção e, após sobreviverem por mais de 50 milhões de anos, podem ter sua jornada interrompida no tempo de nossas vidas”, diz Hiller. O fotógrafo registrou imagens sensíveis, mas impactantes sobre pessoas que vivem o dia a dia dos rinocerontes, tanto dos que protegem como o cenário da matança. 

Após esta jornada, Érico Hiller compilou todas as informações nessa obra inédita na forma de um diário de viagens com relatos em primeira pessoa. Não se trata apenas de um livro com fotografias, mas de um projeto que tem como base o engajamento, a iniciativa da conservação. Érico conta que pretende conscientizar a população sobre a prevenção das cinco espécies de rinocerontes que ainda são encontradas no planeta e, consequentemente, poder oferecer ferramentas de informação e educação para aqueles que ainda supostamente consomem os chifres de rinoceronte na Ásia. 

Parte do valor arrecadado com as vendas de livros será doada para a causa dos rinocerontes, sendo direcionada para instituições que lutam pela preservação destas espécies no mundo. A proposta do fotógrafo é gerar reflexões e discussões por meio de seus trabalhos ambientais e humanitários. “Meu grande objetivo é usar a força da imagem para seguir semeando minha mensagem adiante e chamar a atenção do mundo para assuntos como este”, afirma Hiller.

Com um acabamento impecável, impresso em papel italiano Garda, o livro de 252 páginas, conta com 130 imagens e foi minuciosamente elaborado pelo autor juntamente com a Editora M’Arte para que tivesse um formato de livro de mão, leve e que pudesse ser carregado e lido em qualquer lugar. 

Érico Hiller atua como fotógrafo documental há doze anos e colabora com diversas publicações, como a National Geographic Brasil, Rolling Stone e Marie Claire. Em 2008 produziu um projeto sobre as tensões sociais e ambientais em grandes cidades dos países emergentes. Em 2011 Érico realizou um grande ensaio documental que alerta sobre a situação de pontos de nosso planeta que poderão simplesmente desaparecer. A Jornada do Rinoceronte é seu terceiro livro. Para conhecer o trabalho do fotógrafo visite seu perfil no Instagram @ericohiller

Serviço:

Lançamento do livro “A Jornada do Rinoceronte” 
Data: dia3 de março
Horário: à partir das 18h
Local: Shopping Iguatemi – Livraria Cultura, Av. Brigadeiro Faria Lima, em São Paulo
Número de páginas: 252
Editora: M’Arte
Valor do livro: R$ 98,00

Painel: Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência

LBI

INSCRIÇÕES AQUI

MPBA.MP.BR

 

Manifesto do FNArq sobre o novo Diretor e a situação do Arquivo Nacional

FNArq AO Fórum Nacional das Associações de Arquivologia do Brasil – FNArq, colegiado que tem como finalidade, em regime de colaboração, congregar, coordenar e representar com autonomia os interesses das Associações de Arquivologia, atua em âmbito nacional perante as instituições competentes da sociedade. O FNArq é composto por associações de Arquivologia do Brasil, juridicamente estabelecidas, representadas por membros efetivos de suas diretorias, tendo sido oficialmente criado durante o VI Congresso Nacional de Arquivologia, ocorrido em outubro de 2014, em Santa Maria – RS.

O FNArq, ao defender os interesses e apoiar as reivindicações dos profissionais de Arquivo, vem por meio do presente manifesto demonstrar sua preocupação em relação à indicação do Dr. José Ricardo Marques para o cargo de Diretor Geral do Arquivo Nacional, em substituição ao Historiador e Arquivista, Professor Jaime Antunes da Silva.

Embora consideremos salutar a mudança de comando da Instituição, uma vez que há tempos esperamos por mudanças pertinentes ao campo dos arquivos que estão sob a égide do Arquivo Nacional, nos causa estranheza o fato da substituição de um diretor de cunho técnico e conhecedor da área, com relativa afinidade e envolvimento com a academia, com as associações profissionais e os eventos das mais diversas ordens, tanto no Brasil quanto no exterior, por uma pessoa sem qualquer inserção no universo arquivístico.

Além disso, o Diretor-Geral do Arquivo Nacional, a mais importante instituição arquivística do país, exerce a função de presidente do Conselho Nacional de Arquivos – CONARQ. “O Conselho Nacional de Arquivos – CONARQ é um órgão colegiado, vinculado ao Arquivo Nacional do Ministério da Justiça, que tem por finalidade definir a política nacional de arquivos públicos e privados, como órgão central de um Sistema Nacional de Arquivos – SINAR, bem como exercer orientação normativa visando à gestão documental e à proteção especial aos documentos de arquivo” Portanto, as ações do Arquivo Nacional têm impacto na gestão documental de todas as instituições e organismos da esfera pública, além de ser o órgão responsável pela gestão estratégica das informações contidas nos documentos de arquivo da esfera federal, e pela preservação da memória da sociedade brasileira. Ressalte-se que o Arquivo Nacional, por meio do Sistema de Gestão de Documentos de Arquivo da Administração Pública Federal – SIGA, regulamenta através de suas Resoluções e Instruções Normativas toda a gestão de documentos da administração pública federal, o que impacta no acesso à informação, nas ações de transparência, e na preservação da memória produzida e custodiada pelos órgãos públicos brasileiros.

Cabe enfatizar que toda a ação relacionada à Gestão Documental visa atender aos preceitos da Lei nº 12.527/2012, a Lei de Acesso à Informação – LAI, uma vez que estas ações são basilares para o atendimento da mesma.

Com o retorno do Arquivo Nacional ao Ministério da Justiça em 2011, foi realizada uma grande campanha que mobilizou instituições profissionais, estudantis, acadêmicas e científicas, que alcançou a adesão de mais de 3.000 pessoas por meio de petição pública online contra a medida. Graças à mobilização e sugestão do movimento da classe arquivística, ainda naquele ano o Ministério da Justiça promoveu a 1ª Conferência Nacional de Arquivos – CNArq para discussão e proposição de diretrizes para elaboração da Política Nacional de Arquivos. Com a participação de representantes do poder público, da comunidade acadêmica, das associações profissionais e da sociedade civil organizada, a 1ª CNArq, ao final dos trabalhos, aprovou 18 propostas e 25 moções. No entanto, desde então nada foi efetivamente contemplado e não há perspectivas de uma nova edição da CNArq.

Internamente, o Arquivo Nacional enfrenta sérios problemas relacionados ao quadro de servidores como, por exemplo, a inexistência de concurso público para reposição de cargos e de um plano de carreira condizente com o mercado de trabalho. Entre outras reivindicações, o FNARQ aponta que é premente uma reestruturação administrativa do órgão, com a regionalização do Arquivo Nacional e o fortalecimento do papel da Coordenação Regional do Distrito Federal, avigorando ainda o SIGA. Defende também maior participação social no CONARQ, ampliando a representação da sociedade civil e a presença de mais segmentos ligados ao setor de arquivos, a fim de contemplar demandas não atendidas até então.

Acreditamos também que o Arquivo Nacional deve fortalecer sua contribuição na área cultural, bem como na área de pesquisa e produção de conhecimento, interagindo com as instituições de ensino e pesquisa. Ademais, esperamos que o Arquivo Nacional e o Ministério da Justiça coloquem em prática as propostas e moções aprovadas na 1ª Conferência Nacional de Arquivos. Dessa forma, reiteramos nossa preocupação com a nova gestão do Arquivo Nacional e manifestamos nossa expectativa de maior diálogo com os profissionais arquivistas e os demais profissionais que atuam nos arquivos, com os docentes dos cursos de Arquivologia, com a comunidade arquivística em geral. Entendemos ser esse o caminho para que a área se fortaleça, ganhe expressividade e consiga implantar as ações de integração e modernização que os arquivos públicos e privados brasileiros tanto necessitam.

24 de janeiro de 2016.

Membros do FNArq:

Associação dos Arquivistas da Bahia – AABA
Associação Brasiliense de Arquivologia – ABARQ
Associação dos Arquivistas do Estado do Paraná – AAPR
Associação dos Arquivistas do Estado do Rio Grande do Sul – AARS
Associação dos Arquivistas do Estado do Rio de Janeiro – AAERJ
Associação de Arquivologia do Estado de Goiás – AAG
Associação dos Arquivistas do Estado do Espírito Santo – AARQES
Associação de Arquivistas de São Paulo – ARQ-SP
Associação de Arquivistas do Estado do Ceará – ARQUIVE-CE
Associação Mineira de Arquivistas – AMARQ
Associação de Arquivistas do Estado de Santa Catarina – AAESC
Associação dos Arquivistas da Paraiba – AAPB

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