Arqueólogos encontram primeira prova da existência da Belém bíblica

Jerusalém, 23 mai (EFE).- Arqueólogos israelenses acharam em Jerusalém um selo de argila com a inscrição ‘Bat Lechem’, que supõe a primeira evidência arqueológica da existência de Belém durante o período em que aparece descrito na Bíblia, informou nesta quarta-feira a Autoridade de Antiguidades de Israel.

Trata-se de uma espécie de esfera de argila que se usava para carimbar documentos e objetos, que foi encontrado nas polêmicas escavações do ‘Projeto Cidade de David’, situado no povoado palestino de Silwán, no território ocupado de Jerusalém Oriental.

Datada entre os séculos VII e VIII a.C, a peça é meio milênio posterior às Cartas de Amarna, uma correspondência diplomática em língua acádia sobre tabuletas de argila entre a Administração do Egito faraônico e os grandes reinos da época e seus vassalos na zona.

O descobrimento anunciado nesta quarta remete a uma época posterior, a do Primeiro Templo Judeu (1006 – 586 a.C.), citada no Antigo Testamento como parte do reino da Judéia.

‘É a primeira vez que o nome de Belém aparece fora da Bíblia em uma inscrição do período do Primeiro Templo, o que prova que Belém era uma cidade no reino da Judéia e possivelmente também em períodos anteriores’, assinalou o responsável das escavações, Eli Shukron, em comunicado.

‘A peça é do grupo dos ‘fiscais’, ou seja, uma espécie de selo administrativo que era usado para carimbar cargas de impostos que se enviavam ao sistema fiscal do reino da Judéia no final dos séculos VII e VIII a.C’, acrescenta a especialista. EFE

Palácio da Aclamação promove apresentações de música erudita

Aproximar o público da música erudita e democratizar este estilo musical, usualmente tratado como um bem cultural pouco acessível. Com este objetivo, a partir da próxima sexta-feira, 25 de maio, às 18h, o Palácio da Aclamação e a Arena Companhia das Artes promovem o projeto Música no Palácio. Mais duas apresentações serão realizadas no espaço administrado pela Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (DIMUS/IPAC) nos dias 15 de junho e 27 de julho, sempre às 18 horas. A entrada é gratuita.
O primeiro concerto operístico, intitulado “Dramma per Musica”, traz árias, duetos, trios e trechos corais de óperas famosas, a exemplo de A Flauta Mágica e Don Giovanni, de Mozart, Xerxes, de G. F. Händel, e Dido e Enéias, de Henry Purcell. No dia 15 de junho, a Arena Companhia das Artes apresenta composições para solo e peças corais sobre o tema mariano no concerto “Ave Maria”. Por fim, em 27 de julho, o grupo brinda o público “Cantando o Brasil” em solos e peças em conjunto da música de concerto brasileira.
A Arena Companhia das Artes é composta pelos cantores Verônica Santos (soprano), Vanda Otero (mezzo soprano), Carlos Eduardo (tenor), Ramon Sena (baixo), Antônia Bahia (soprano), Eduardo Ferreira (tenor) e Francisco Meira (baixo). O conjunto já se apresentou no Espaço Cultural da Barroquinha, em abril deste ano, com a primeira execução da Cantata 106 de J. S. Bach em Salvador, e na Paróquia de Nossa Senhora do Ó, em Paripe, como parte de um projeto de popularização e democratização da música erudita. Também realizou apresentações na Assembleia Legislativa da Bahia, Teatro Espírita Leopoldo Machado e Instituto Feminino da Bahia. Os concertos no Palácio contarão com a presença da pianista Elisama Gonçalves (UFBA).
Palácio da Aclamação – O Palácio da Aclamação é um dos mais significativos museus casas de Salvador. Transformado em residência oficial dos governadores da Bahia em 1912, o solar oitocentista passou por obras de ampliação projetadas pelo arquiteto italiano Filinto Santoro e foi ocupado oficialmente pelos gestores do Estado entre 1917 e 1967. Desde então, o espaço já sediou despachos do governador, abrigou visitantes ilustres, a exemplo da rainha da Inglaterra, Elizabeth II, em 1968, e se tornou museu em 1991. Atualmente, o museu passa por reformas e está fechado para visitação. Em suas dependências, são promovidos lançamentos literários, apresentações musicais, atividades socioeducativas, feiras e exposições temporárias.
Serviço:
O que: Projeto Música no Palácio.
Quando: 25 de maio, 15 de junho e 27 de julho, às 18h.
Onde: Palácio da Aclamação – Av. Sete de setembro, 1330, Campo Grande. Tel: 3117-6147.
Entrada gratuita
Fonte: Tribuna da Bahia

Unesp lança 44 livros virtuais gratuitos

A Pró-Reitoria de Pós-Graduação (Propg) e a Editora da Unesp lançou ontem, 44 livros virtuais gratuitos, dentro do selo Cultura Acadêmica e Coleção Propg Digital, que oferece obras inéditas para download.

A meta do projeto é chegar à publicação de mil títulos até 2020. A coleção começou a ser publicada em 2010, quando foram lançadas as primeiras 44 obras. No ano passado, outros 50 títulos foram apresentados.

De fevereiro de 2011 a fevereiro deste ano, a Unesp contabilizou 84 mil downloads das obras. Dos interessados, 30% tinham mestrado ou doutorado.

Escritos por docentes, mestres e doutores ligados à Unesp, os livros são resultados de pesquisas sobre diversos temas. Entre as 44 novas obras há títulos de áreas como sociologia, política, comunicação, psicologia, geografia e literatura. Os livros podem ser acessados no site www.culturaacademica.com.br.

Fonte: O Estado de São Paulo

10ª Semana de Museus abre inscrições para atividades educativas

Durante a 10ª Semana de Museus, evento de abrangência nacional que será realizado entre os dias 14 e 20 de maio, uma intensa programação movimentará os espaços museais vinculados à Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Dimus/Ipac). Os interessados em participar das atividades educativas gratuitas que serão realizadas no Palácio da Aclamação, no Solar Ferrão e no Palacete das Artes Rodin Bahia já podem efetuar sua inscrição.

No Palácio da Aclamação, acontecerá a oficina Papéis Criativos, nos dias 16, 17 e 18 de maio, das 14h às 17h. Durante a atividade, os participantes irão confeccionar, a partir da técnica de papelamento, objetos inspirados no patrimônio cultural pertencente ao museu. As inscrições vão até o dia 14 de maio e os interessados devem se inscrever previamente através do e-mail nasce.dimus@gmail.com. Mais informações pelo telefone (71) 3117-6147.

No Solar Ferrão, serão promovidas duas atividades: Visitas Sonoras, com a etnomusicóloga Emília Biancardi, nos dias 14, 16 e 18 de maio, das 9h às 11h e das 14h às 15h, e as Tardes de Improviso, com alunos, amigos e familiares de Walter Smetak, nos dias 15, 17 e 19 de maio, das 14h às 16h. Nessa atividade, o público poderá participar de uma “Orquestra de Improvisos”, tocando as réplicas e conhecendo os sons produzidos pelos instrumentos que fazem parte da exposição Smetak – O Alquimista do Som. Inscrições até o dia 10 de maio pelo e-mail educativoferrao@gmail.com. Mais informações pelo telefone (71) 3116-6740.

Já no Palacete das Artes, os interessados podem participar no dia 15 de maio, das 14 às 17h, da oficina Memórias no Palacete, em uma valorização da memória individual e coletiva. No dia 16, acontece a oficina Re-lendo Rodin, das 14h às 17h, e a oficina de Escultura, das 14h às 18h. No dia 17, é a vez do público da 3ª idade participar da oficina de teatro Ritos, Sentidos e Memórias, que acontece das 14h às 16h. Nos dias 18 e 19, acontece a oficina de Construção de Instrumentos Musicais, entre 14h e 17h. Para os forrozeiros de plantão, no dia 19, das 10h às 12h, e no dia 20, das 14h às 17h, acontece a oficina de Forró Pé de Serra com repertório do mestre Luiz Gonzaga. Inscrições até o dia 10 de maio pelo telefone (71) 3117-6986.

A programação da 10ª Semana de Museus na Bahia inclui ainda abertura de exposições, a 2ª Feira de Museus da Bahia, mesa redonda no Palácio da Aclamação sobre o tema Museus, Cidades e Memórias, visitas mediadas, palestras, debates, lançamentos de livros, exibições de filmes, narração de histórias e apresentações musicais.

Serviço

O que: Inscrições abertas para atividades educativas da 10ª Semana de Museus
Onde: Palácio da Aclamação, Solar Ferrão e Palacete das Artes Rodin Bahia
Quando: 14 a 20 de maio. Inscrições até 10 (Solar Ferrão e Palacete das Artes Rodin Bahia) e 14 de maio (Palácio da Aclamação)
Gratuito

Fonte: Tribuna da Bahia

Os Presidentes e a República

Os Presidentes e a República teve a sua primeira edição lançada em 2001 e é distribuído nas visitas ao Palácio do Planalto, em Brasília. Possui também uma versão eletrônica.

 O livro visa apresentar um panorama geral sobre os períodos presidenciais que assinalaram os 122 anos de vida republicana, desde o governo do marechal Deodoro da Fonseca, em 1889 até a eleição da presidenta Dilma Rousseff, em janeiro de 2011. Seu objetivo é subsidiar o leitor com informações sobre a biografia dos presidentes e os acontecimentos políticos e econômicos que marcaram suas respectivas gestões como titulares do Poder Executivo no país.

Para fazer o dowload do Livro, clicar no link:

Livro Presidentes e a República

Livro “A Biblioteca Pública da Bahia: dois séculos de histórias” disponível para download

Em 2011, quando comemorou seus 200 anos, a Biblioteca Pública do Estado da Bahia ganhou de presente uma publicação que conta sua história. Escrito por Francisco Soares, Laura Carmo, Carmem Aziz e Sisaltina Coelho, o livroA Biblioteca Pública da Bahia: dois séculos de histórias, encontra-se para download na Biblioteca Virtual 2 de Julho. A obra relata a contribuição dessa bicentenária instituição na democratização do acesso público ao livro e à leitura no país.

Junto com os fatos e falas oficiais, o livro traz o olhar de profissionais que já passaram pela instituição, com versões interessantes acerca da primeira biblioteca pública do Brasil e da América Latina.

Através da publicação, será mais fácil compreender porque a Biblioteca Pública comemora aniversário três vezes ao ano, além de recordar os endereços das antigas sedes da unidade e saber um pouco mais sobre a estrutura interna da mesma, além de conferir mais um capítulo da história da Bahia formalmente documentado.

Depósito secreto de livros antigos é encontrado em biblioteca de museu na Rússia

Nos calabouços da biblioteca do Museu Politécnico foi encontrado um verdadeiro tesouro – um depósito secreto de livros e revistas antigos. Quando, quem e, o mais importante, por que motivo alguém escondeu as publicações  ninguém sabe, mas todos os livros são de valor único e sem precedentes não apenas como antiguidade, mas também do ponto de vista do conhecimento científico que eles contêm.

A biblioteca preparava-se para mudar para um espaço temporário, uma vez que o edifício em que está localizada tem mais de cem anos e já precisa de uma restauração. Os funcionários começaram a recolher antecipadamente os principais livros, já que embalá-los leva muito tempo.”A disposição da sala não é exatamente adequada para uma biblioteca, de modo que o armazenamento de livros foi formado aleatoriamente. Quando era preciso um lugar novo, no improviso, íamos construindo prateleiras onde era possível”, conta a diretora-adjunta da biblioteca do Museu Politécnico, Svetlana Kukhtévitch.

Para gerar espaço para as caixas de livros, prateleiras vazias foram desmontadas. Então, atrás de uma delas, foi encontrada uma parede de madeira compensada, que “balançava” de forma estranha. “Nós removemos a madeira compensada e vimos que atrás dela havia livros! Claro, nós imediatamente quebramos a parede e na nossa frente apareceram montanhas de livros empilhados do chão até o teto!”, contou Svetlana.

De acordo com cálculos preliminares, no nicho de dois metros de comprimento havia cerca de 30 mil livros, que eram considerados perdidos. No esconderijo foram encontrados basicamente livros pré-revolucionários em línguas estrangeiras: francês, alemão, latim e grego. “Todos os estudiosos e qualquer pessoa minimamente instruída do século 19 sabiam diversas línguas, por isso, não havia demanda por livros em russo”, afirma Svetlana. O exemplar mais antigo é o livro “Descrição pictórica das áreas ocupadas pela Alemanha”, publicado em 1706. Mas a maioria foi publicada no final do século 19, início do século 20. Um dos livros mais recentes é “Mapa Administrativo da URSS”, da editora NKVD, de 1936.

A maior parte dos livros do “tesouro”, como o esconderijo foi chamado pelos funcionários, entrou na biblioteca do Politécnico através de um depósito público que mantinha todas as coleções privadas nacionalizadas. Ex-proprietários nobres de alguns livros podem ser localizados de acordo com antigos livreiros. Assim, em um catálogo completo de aves na língua francesa, estão registrados desenhos dos famosos comerciantes Mámontov.

Foi possível ver em vários livros a anotação “remover o sinal” e marcas de antigas livrarias arrancadas. Nos tempos soviéticos, tentavam, assim, de modo literal, apropriar-se e nacionalizar todas as coleções privadas. Milagrosamente, a marca pessoal do ministro da Educação do Povo durante o reinado de Nicolau I, o conde Semion Uvarov, permaneceu no livro com letras de ouro, em uma edição em língua francesa de “A História dos Insetos”, datada de 1734.

Dos livros em russo, merece atenção especial o tomo “As Forças Produtivas da Rússia”, sobre todas as fábricas em todos os setores. “Quando você lê um livro desses você entende que tudo prosperou no nosso país, e houve tanto progresso. Progresso que talvez não tenha acontecido em vários países ocidentais”, comenta Olga Plechkova, bibliotecária-chefe do espaço.

Datado de 1906, o livro de história do estudante do segundo ano do ginásio Serguêi Tchelnokov conservou uma vida antiga subterrânea. Dentro, folhas foram acondicionadas com as anotações a lápis do menino. Nelas, vê-se claramente que a princípio ele começara a escrever uma lição ou a fazer anotações, e quando se cansou, ele desenhou alguma coisa e ficou exercitando a escrita do nome do comandante Barclay de Tolly.

Após essa descoberta maravilhosa no porão da biblioteca, foi encontrada ainda outra parede de madeira compensada. Ela foi quebrada sem demora, e foram achados dois nichos também cheios até o teto de periódicos estrangeiros do século 19 – revistas sobre a história da ciência e da tecnologia, sobre as artes e arquitetura. “Agora nós podemos não apenas complementar a nossa coleção de periódicos, mas também substituir as revistas copiadas sem valor por aquelas encontradas no esconderijo”, conta Svetlana.

Um dos presentes proporcionados pela descoberta é ter, por exemplo, quase todos os números da revista “Engenharia” a partir de 1884. Tal descoberta não é boa somente para bibliógrafos, mas também para pesquisadores da área de tecnologia – a revista reúne praticamente todo o patrimônio dos conhecimentos de engenharia.

O mistério permanece do mesmo modo: por que esconder todos esses livros ideologicamente inofensivos e revistas sobre química, física, biologia, agricultura, matemática, história, astronomia e outras ciências?

Não ficou nenhuma evidência de que a gerência da biblioteca ou o governo soviético deu uma diretriz específica para destruir os livros. Mas talvez por medo de perder essas publicações valiosas, os funcionários do museu decidiram escondê-las. Segundo Kukhtévitch: “Nós ficávamos imaginando que em algum lugar na biblioteca poderia ter um esconderijo com livros, mas não sabíamos onde. A antiga diretora trabalhou aqui 30 anos e não encontrou nada”. Os bibliotecários têm em mente ainda um lugar onde pode haver outro esconderijo.

Fonte: Gazeta russa

FHUBÁ – Festival de Humor da Bahia

Lançado o Edital Memória do Mundo Brasil – 2012

O Comitê Nacional do Brasil do Programa Memória do Mundo da UNESCO – MOWBrasil lançou, no dia 16 de março, o Edital MOWBrasil 2012, para candidaturas de documento ou conjunto documental de natureza arquivística ou bibliográfica, de gênero textual (manuscrito ou impresso), audiovisual (filme, vídeo e registro sonoro), iconográfico (fotografia, gravura e desenho) ou cartográfico, em suporte convencional ou digital, à nominação no Registro Memória do Mundo do Brasil.

Criado pela UNESCO em 1992, o Programa Memória do Mundo reconhece documentos, arquivos e bibliotecas de grande valor internacional, regional e nacional, inscrevendo-os nos registros e conferindo-lhes certificados que os identificam. Tendo como objetivo estimular a preservação e a ampla difusão desse acervo, contribuindo, assim, para despertar a consciência coletiva do patrimônio documental da humanidade.
As candidaturas deverão ser enviadas até o dia 06 de julho de 2012 para o endereço abaixo:

Comitê Nacional do Brasil do Programa Memória do Mundo da UNESCO – MOWBrasil
Candidatura à Nominação no Registro Memória do Mundo do Brasil – 2012
Arquivo Nacional
Divisão de Protocolo e Arquivo
Praça da República, 173 – Centro
Rio de Janeiro – RJ
20211-350

70 anos de Biblioteconomia na Bahia

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.